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Nova missão da Nasa tentará impedir telescópio de voltar à Terra

Espaçonave responsável pela ação foi desenvolvida pela startup Katalyst Space Technologies

Por Gabriel Bussolotti Silveira 29 jun 2026, 13h04 | Atualizado em 30 jun 2026, 10h34
Nova missão da Nasa tentará impedir telescópio de voltar à Terra Priorizar nos meus resultados Google

O telescópio Swift está vindo em direção à Terra e nova missão da Nasa tentará fazer com que o instrumento astronômico continue no espaço. A operação custará 30 milhões de dólares e o lançamento da espaçonave que reposicionará o trajeto do observatório está previsto para esta terça-feira, 29. 

O telescópio Swift, segundo a Nasa, foi lançado em 2004 com a  função de detectar explosões de raios gama, assim como outros objetos e eventos cósmicos. O observatório abriga três telescópios de múltiplos comprimentos de onda, coletando dados nas faixas de luz visível, ultravioleta, raios X e raios gama. Devido ao contato com a intensa atividade solar recente, o Swift está vindo em direção à Terra cada vez mais rápido.

Para impedir que o telescópio volte ao nosso planeta, a Nasa contratou a Katalyst Space Technologies, startup norte-americana americana de tecnologia espacial. A ação consistirá no impulsionamento do Swift para que ele permaneça em uma órbita mais alta e continue exercendo sua função.

A espaçonave

A espaçonave construída pela Katalyst foi batizada de Link e será lançada de um atol nas Ilhas Marshall, no Pacífico. Com uma envergadura de 12 metros, a Link é equipada de três braços com um alcance de um metro. Na extremidade de cada um desses “membros”, há garras que fazem o movimento de pinça.

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De acordo com as estimativas, a espaçonave demorará um mês para encontrar o Swift e capturá-lo. A segunda parte da missão será elevar o observatório de sua órbita atual de 360 quilômetros para uma distância de 600 quilômetros da Terra – essa fase durará alguns meses.

O desafio

O Swift não foi projetado para ser reparado ou posicionado manualmente. Avaliado em milhões de dólares, um possível dano no observatório poderia gerar um prejuízo financeiro grande. Por conta desses aspectos, a missão será um desafio. 

Como forma de entender o ineditismo e a dificuldade de uma ação como essa, o único país a conseguir reposicionar um telescópio foi a China há quatro anos.

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