O adeus da Nasa à sonda Maven, enviada a Marte, após perda de contato
Lançada em 2013, Maven sobreviveu por uma década além do período esperado
Em novembro de 2013, a Nasa lançou sua primeira sonda voltada para observação e análise da atmosfera de Marte. Nomeada Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), sua missão duraria apenas um ano, mas após uma década além do previsto em funcionamento, a vida de Maven chegou ao fim nesta quarta-feira, 3, após realizar mais uma volta pela órbita do Planeta Vermelho, segundo comunicado da agência.
Em fevereiro, a Nasa havia organizado uma comissão para avaliar as chances de recuperação da nave, além de julgar seu provável estado atual. Após revisões, a comissão determinou que Maven não poderia mais ser recuperada e que ela já não conseguia mais realizar qualquer tipo de análise científica, como foi criada para fazer.
Dados da própria sonda indicam que, durante uma passagem em dezembro por trás de Marte, a nave parou de enviar sinais à base na Terra. Os últimos dados enviados à Nasa indicaram que a Maven estava em “modo de segurança” e que sua trajetória havia sido rompida. A comissão revisou o ocorrido e determinou que, segundo esses dados, as baterias da nave teriam acabado.
“A ciência que a Maven nos deu foi chave para informar sobre qual tipo de proteção contra radiação e medidas de segurança devemos tomar antes de enviarmos humanos à Marte”, disse a diretora da Divisão de Ciência Planetária da Nasa, Louise Procketer. “Os dados coletados por ela ainda vão nos dar informações valiosas sobre Marte por décadas”.
A Maven explorou a atmosfera superior, a ionosfera e as interações com o Sol de Marte, para explorar a perda de atmosfera do Planeta Vermelho para o espaço. Entender essa perda dá aos cientistas a chance de compreender a história do planeta, de sua atmosfera, clima, água e possibilidade de habitação.







