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O que significa o ‘alinhamento planetário’ e como observá-lo no Brasil

Durante esse evento, observadores de todo o país têm oportunidade de contemplar a união de três planetas brilhantes, Mercúrio, Vênus e Júpiter, e a Lua

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jun 2026, 10h56 | Atualizado em 19 jun 2026, 12h08
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O céu noturno do Brasil tem nos presenteado com um espetáculo astronômico que reúne alguns dos astros mais brilhantes do nosso Sistema Solar em um chamado “mini alinhamento planetário”. Durante esse evento, observadores de todo o país têm a rara oportunidade de contemplar a olho nu a união de três planetas brilhantes — Mercúrio, Vênus e Júpiter —, que ganham ainda mais beleza com a participação especial do nosso satélite natural, a Lua em sua fase crescente. Essa formação cósmica cria uma composição compacta no céu e bastante acessível até para observadores iniciantes, destacando-se logo no início da noite.

Embora o termo “alinhamento” sugira popularmente que esses corpos celestes estejam dispostos em uma linha reta perfeita no espaço tridimensional, a ciência por trás do fenômeno revela que se trata de uma belíssima ilusão de ótica criada pela nossa perspectiva de observação aqui na Terra. Isso acontece porque os planetas do nosso Sistema Solar e a Lua orbitam o Sol em velocidades orbitais distintas, mas se movem praticamente no mesmo plano, uma faixa imaginária do céu conhecida como eclíptica. Dessa forma, devido a diferenças no tempo que levam para dar a volta no Sol, seus trajetos de tempos em tempos coincidem visualmente a partir do nosso ponto de vista, projetando-os agrupados em uma mesma região celeste. Apesar de parecerem próximos, os astros estão separados por distâncias físicas colossais no espaço sideral, configurando o que os astrônomos chamam tecnicamente de uma conjunção.

Para apreciar esse desfile cósmico, as instruções são simples e dispensam o uso de telescópios ou equipamentos especiais, bastando contar com condições meteorológicas favoráveis e um céu limpo. O momento ideal para a observação se inicia em torno de 30 minutos a uma hora logo após o pôr do sol, período em que o céu escurece o suficiente para os astros brilharem com mais contraste contra o crepúsculo, mas antes que comecem a desaparecer no horizonte. A recomendação é buscar um local com o horizonte oeste e noroeste totalmente livre de obstáculos visuais, como prédios altos, árvores frondosas ou montanhas, e, se possível, com pouca poluição luminosa. Ao olhar para a direção onde o sol acaba de se pôr, Vênus servirá como seu principal guia por ser de longe o planeta mais brilhante do agrupamento; logo nas proximidades estará Júpiter, que é o segundo mais luminoso, enquanto o esquivo Mercúrio aparecerá mais abaixo e perto do horizonte, completando a visão panorâmica alinhada com a Lua.

A configuração mais marcante do evento, que contou com a presença da fina Lua crescente compondo o cenário junto a Mercúrio, Vênus e Júpiter, teve o seu auge de observação nas noites de 16, 17 e 18 de junho. Contudo, o alinhamento planetário em si continuará visível ao longo dos próximos dias, estendendo-se até o fim de junho e o início de julho. Para quem deseja continuar acompanhando a dança cósmica dos três planetas, a principal orientação é aproveitar as noites mais próximas de céu limpo, garantindo a observação o quanto antes. A visualização do agrupamento se tornará progressivamente mais difícil com o passar do tempo, pois Júpiter e, principalmente, Mercúrio estarão cada vez mais baixos no horizonte oeste, desaparecendo rapidamente do céu logo após o anoitecer.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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