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O T. rex recém-descoberto que aterrorizou os mares no Cretáceo

Estudo do Museu de História Natural dos EUA identificou uma nova espécie de mosassauro entre sua coleção de fósseis

Por Lorenzo Souza 22 Maio 2026, 16h06 | Atualizado em 25 Maio 2026, 11h10

Um novo tipo de T. rex foi identificado por pesquisadores americanos — mas, desta vez, não se trata do famoso predador terrestre. Batizado de Tylosaurus rex (ou T. rex), o animal foi um dos maiores mosassauros já registrados e aterrorizou os oceanos durante o período Cretáceo. O monstro marinho, cujo nome significa “rei dos tilossauros”, dominava os mares com dentes serrilhados e podia alcançar até 13 metros de comprimento. 

A história para a descoberta da nova espécie começou com a principal autora do estudo, Amelia Zietlow. A pesquisadora havia encontrado, na coleção de um museu menor, um fóssil que acreditava ter sido identificado incorretamente como um Tylosaurus proriger, outra espécie de “monstro” marítimo. Através de comparações com outros fósseis similares, os especialistas descobriram que outros fósseis, espalhados por vários museus, também foram erroneamente identificados e representavam uma nova espécie

A principal diferença entre as duas espécies — T. rex e T. proriger — era o tamanho, a dentição, o local de escavação e a datação dos fósseis. Enquanto o proriger era menor, tinha dentição comum e havia sido encontrado em áreas do Kansas com cerca de 84 milhões de anos, o novo mosassauro é maior, tem dentes em formato de “serra”, foi escavado no Texas e é cerca de 4 milhões de anos mais jovem que seu parente. 

O principal fóssil usado para identificar a espécie fica no Museu Perot de Natureza e Ciência, em Dallas, no Texas. Descoberto em 1979, os estudos sobre a espécie identificaram que eles carregavam uma série de adaptações que lhes garantiram músculos da mandíbula e do pescoço fortes. Segundo Ron Tykoski, co-autor do estudo, além de ser um animal enorme, o novo T. rex teria sido muito mais agressivo que outros mosassauros, inclusive com a própria espécie. Ao analisar um dos espécimes do Museu Perot, chamado de “Cavaleiro Negro”, é possível notar que a ponta de seu focinho está perdida, assim como sua mandíbula está rachada, tipo de dano que só poderia ter sido causado por outros indivíduos de sua espécie

O problema dos mosassauros

Outro fator destacado pelos pesquisadores é o problema recorrente que afeta os estudos sobre a evolução de mosassauros. De acordo com o artigo, há três décadas o conjunto de dados sobre a evolução dos animais é pouco atualizado. Parte do estudo sobre o novo T. rex incluiu reorganizar e atualizar esse grupo de informações. 

As conclusões foram publicadas na revista Bulletin of the American Museum of Natural History, em uma parceria entre o Museu Americano de História Natural, o Museu Perot de Natureza e Ciência e a Universidade Metodista Meridional. 

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