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Cannabis & Cia

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A ciência e a legislação que fizeram da planta um ótimo negócio e terapia de bem-estar

Argentina aposta em sorvete com cheiro de maconha

O novo produto virou sensação na principal feira do setor, tradicional vitrine de inovações do mercado

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 abr 2026, 18h06 | Atualizado em 1 abr 2026, 19h50

Em Rosario, cidade argentina onde a cultura das sorveterias é tratada quase como patrimônio afetivo, a Festa Nacional do Sorvete Artesanal de 2026, trouxe uma novidade bem diferente: um sorvete com cheiro de maconha. A proposta partiu da tradicional Río Helados, conhecida nacionalmente pelo trabalho artesanal. A aceitação, segundo os criadores, foi ampla e transversal, com público de diferentes idades experimentando o sabor.

Apesar de ter um forte aroma da cannabis, o produto não contém os canabinoides da planta, como o THC (tetrahidrocanabinol, que dá o barato), nem CBD (canabidiol, que é uma substância terapêutica, mas sem efeitos psicoativos) na fórmula, ou seja, o sorvete não tem efeito psicoativo. A empresa usou apenas os terpenos, compostos aromáticos presentes em diversas plantas — incluindo a cannabis —, responsáveis pelo cheiro característico. Na prática, a ideia foi reproduzir o aroma da planta sem qualquer impacto farmacológico, para que o produto não sofresse qualquer tipo de restrição.

A base do sorvete é clássica, feita com creme e açúcar, uma espécie de sabor neutro que não interfere no perfil aromático da cannabis. O resultado é descrito como um sabor herbal, intenso e de fácil reconhecimento para quem já teve contato com a planta. Para completar a experiência, a receita inclui uma camada crocante tipo streusel, que adiciona textura.

A aposta da empresa vai além da inovação gastronômica. Ao levar o tema para uma feira tradicional e familiar, amplia o público da planta, que está cada vez mais normatizada, seja pelo uso medicinal, industrial ou recreativo em outros países. A iniciativa também sugere que, mesmo em mercados onde a regulamentação ainda é limitada, como na Argentina, o tema segue mobilizando interesse e gerando oportunidades comerciais — ainda que por vias indiretas, como o uso de compostos aromáticos.

O desenvolvimento do produto levou cerca de duas semanas, com testes para calibrar intensidade e equilíbrio do sabor. Os terpenos utilizados são registrados para uso alimentar, o que garante enquadramento nas normas sanitárias. O preço acompanha os demais sabores premium da feira: uma bola custa em torno de 1.500 a 2.000 pesos argentinos (cerca de R$ 8 a R$ 12, na cotação atual), o que também contribuiu para ampliar o alcance da experiência.

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