Cafés de cannabis chegam a São Francisco
Experiência que combina consumo da planta com comida, bebidas não alcoólicas e música já é autorizada em pelo menos 15 estados americanos
Uma novidade logo vai fazer parte do cenário de São Francisco: os chamados cafés de cannabis. Trata-se de um modelo de negócio que combina o consumo da planta com uma experiência semelhante à de um café, bar ou lounge. Dependendo das regras de cada cidade, os espaços podem oferecer comida e bebidas sem álcool. Também é permitido oferecer música ao vivo e outras formas de entretenimento.
O conceito já existe em outras cidades americanas, mas São Francisco começa agora a regulamentá-lo.
Em julho, o município aprovou uma nova licença, que permite estabelecimentos autorizados a vender cannabis para consumo no local, além de oferecer comida, bebidas não alcoólicas e apresentações ao vivo. Na última sexta-feira, 11, o Office of Cannabis, órgão municipal responsável pela regulamentação e fiscalização do setor, divulgou as regras para a operação e abriu consulta pública, que recebe comentários até 25 de setembro.
Atualmente, esse tipo de negócio já é permitido em pelo menos 15 estados e Washington, D. C. . As regras variam bastante — em alguns casos, há lounges anexos a dispensários; em outros, estabelecimentos independentes. O modelo está mais desenvolvido na Califórnia. West Hollywood, na região de Los Angeles, abriga desde 2019 o Original Cannabis Café, um dos primeiros estabelecimentos legais do país a combinar consumo de maconha com uma experiência semelhante à de um restaurante. A cidade possui atualmente licenças específicas para áreas de consumo.
Oakland também já possui quatro estabelecimentos com autorização para consumo no local e permite que eles incorporem comida e entretenimento às atividades, segundo a regulamentação municipal. Palm Springs aprovou regras semelhantes.
A expansão desse modelo ganhou impulso na Califórnia com a AB 1775, lei estadual que entrou em vigor em janeiro de 2025 e autorizou municípios a permitir que lounges de cannabis ofereçam alimentos não derivados da planta, bebidas sem álcool e apresentações ao vivo. Cada cidade, entretanto, decide se adota ou não essas regras.






