As histórias reais que inspiraram os indicados ao Oscar de melhor filme
Principal categoria da premiação tem três tramas baseadas em casos verídicos, entre elas o brasileiro 'Ainda Estou Aqui'

Três dos dez indicados ao Oscar de melhor filme deste ano são inspirados em histórias reais. Casos verídicos sempre tiveram apelo com a Academia de Hollywood, e costumam fazer sucesso também com o público, despertando curiosidade e comparações entre realidade e ficção. Primeiro longa brasileiro a concorrer na categoria principal da premiação, Ainda Estou Aqui é um dos indicados que leva para as telas uma trama verídica. Confira a seguir as histórias reais por trás dos indicados a melhor filme:
Um Completo Desconhecido
Estreia: 27 de fevereiro, nos cinemas
Protagonizado por Timothée Chalamet, o filme leva para as telas a vida de Bob Dylan. O longa é focado no período entre 1961 e 1965, quando o músico ascendeu na cena musical de Nova York e se tornou uma grande estrela. A história é contada em ordem cronológica e apresenta pessoas que o ajudaram ao longo da carreira, tanto músicos como Pete Seeger (Edward Norton) quanto interesses amorosos, como Suze Russo (Elle Fanning) e Joan Baez (Monica Barbaro). O filme culmina na polêmica apresentação de Dylan no Newport Folk Festival em 1965, quando a cena musical do folk estava dividida entre os defensores das guitarras elétricas e os amantes do violão acústico.
Ainda Estou Aqui
Em cartaz nos cinemas
O longa de Walter Salles é o primeiro título brasileiro indicado à categoria de melhor filme no Oscar, e conta a história da família Paiva sob o ponto de vista de Eunice (Fernada Torres/Fernanda Montenegro) — mãe que teve de assumir o cuidado dos cinco filhos e a luta por Justiça depois que o marido, Rubens Paiva (Selton Mello), foi torturado e morto pela ditadura militar, em janeiro de 1971. Baseado no livro de memórias homônimo de Marcelo Rubens Paiva, único filho homem do casal, a trama é bem fiel à realidade descrita nas páginas e nos registros históricos.
Nickel Boys
Sem previsão de estreia no Brasil
O novo filme de RaMell Ross acompanha a amizade de Elwood Curtis (Ethan Herisse) e Turner (Brandon Wilson) enquanto os dois navegam pela dura realidade de um reformatório da Flórida na década de 1960. Baseado no romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Colson Whitehead, o caso é inspirado nos horrores da Arthur G. Dozier School for Boys, onde meninos eram espancados e abusados sexualmente. Também conhecido como Dozier School, o local foi inaugurado em janeiro de 1900, como um lar para crianças envolvidas em infrações leves, como evasão escolar e roubo, mas acabou abrigando também menores com problemas emocionais e até órfãos que não conseguiam vaga em outros locais. As alegações de abuso existem praticamente desde a fundação da escola, mas foram os meninos que frequentaram o local no final dos anos 1950 e 1960 que acusaram a administração e os diretores de abuso sexual e físico, espancamentos e tortura. Investigações subsequentes revelaram ainda dezenas de sepulturas sem identificação no terreno, e estima-se que ao menos 100 alunos morreram no local, vítimas das mais diversas torturas.
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