A guerra da Warner Bros. contra ferramenta de inteligência artificial
Midjourney, IA de criação de fotos e vídeos, vem sendo processada por grandes estúdios por violação de direitos autorais
Na última quinta-feira, 4, a Warner Bros.
processou a ferramenta de inteligência artificial Midjourney por geração de imagens de IA que violam direitos autorais dos estúdios.
A Midjourney é uma plataforma focada em geração paga de imagens e vídeos por inteligência artificial a partir de comandos de texto. Segundo a denúncia da Warner, a Midjourney estaria criando imagens de seus personagens protegidos por direitos autorais como Superman, Tom e Jerry, Batman e muitos outros. Ainda segundo o estúdio, a plataforma teria removido proteções a propriedades intelectuais na função de criação de vídeos.
“A Midjourney também concorre ilegal e injustamente com empresas que licenciam obras protegidas por direitos autorais da Warner Bros. Discovery com o objetivo de criar derivados autorizados, prejudicando os mercados de licenciamento existentes e potenciais”, diz parte da íntegra do processo. O documento também argumenta que a Midjourney tem a capacidade de bloquear “assinantes que solicitam conteúdo infrator”. Por cada obra infringida, a Warner Bros. pede 150 000 dólares de indenização.
O que diz a Midjourney
Além da Warner Bros., a Disney e a Universal já haviam processado a ferramenta de IA por motivos similares. Ainda não houve um posicionamento da Midjourney sobre o processo movido pela Warner Bros., mas no caso envolvendo a Disney e a Universal, a empresa argumentou que o treinamento de sua inteligência artificial com itens protegidos por direitos autorais está amparado pelo “uso justo”, um conceito que envolve o uso limitado de um material protegido sem a necessidade de autorização do proprietário.
“A lei de direitos autorais não confere controle absoluto sobre o uso de obras protegidas por direitos autorais”, disseram os advogados da Midjourney no caso Disney-Universal. “O monopólio limitado garantido pelos direitos autorais deve dar lugar ao uso justo, que salvaguarda interesses públicos compensatórios no livre fluxo de ideias e informações”, afirmam.
A empresa também usou como argumento os termos de serviço da plataforma, que proíbem violação de direito de propriedade intelectual. Além disso, a empresa disse que os estúdios utilizam de IA internamente enquanto condenam um serviço de IA disponível na internet e para uso popular.
Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:
- Tela Plana para novidades da TV e do streaming
- O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
- Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
- Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif)
![[RELAMPAGO] PAYWALL - 328x79 Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-328x79-1.gif)