Inadimplência no consignado para CLT chega a 10% e bate recorde
Modalidade de crédito ampliada pelo governo Lula atinge o maior nível de atrasos da série
A inadimplência no crédito consignado para trabalhadores do setor privado chegou a 10% em julho, maior nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 2011. Em junho, a taxa estava em 8,7%.
O avanço chama atenção pela velocidade. Em novembro do ano passado, 5% dos contratos apresentavam atrasos superiores a 90 dias. Desde então, o indicador dobrou e atingiu o maior patamar já registrado para a modalidade.
O consignado privado ganhou uma nova dimensão após uma mudança promovida pelo governo Lula em março de 2025. O programa foi reformulado para ampliar o acesso ao crédito a trabalhadores com vínculo CLT. Antes, a contratação dependia principalmente de convênios entre empresas e instituições financeiras.
A piora não está restrita ao consignado. A inadimplência das famílias chegou a 5,8% em julho, também no maior patamar da série histórica, enquanto no crédito livre para pessoas físicas alcançou 7,8%. O Banco Central afirma que ainda não é possível determinar em qual nível a inadimplência do consignado privado deverá se estabilizar.







