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Felipe Moura Brasil

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Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

De Caetano ao Oscar – notas do planeta esquerdista

Por Felipe Moura Brasil 3 mar 2014, 14h34 | Atualizado em 2 dez 2016, 16h00
De Caetano ao Oscar – notas do planeta esquerdista Priorizar nos meus resultados Google

Estou no módulo Instagram. Sol, folia e miguxada.
 
Mas o ritmo carnavalesco não me impedirá de dar ao menos algumas notinhas.
 
1.
 
Caetano “Black Bloc” Veloso se refere a um “blogueiro”, que ele também chama de “cara”, em seu artigo “Vertentes” do Globo de domingo, no qual tenta responder meu texto “De boas intenções, Caetano Veloso está cheio” e esclarecer – o que, em seu caso, é sempre obscurecer mais um pouco – suas “opiniões” sobre Olavo de Carvalho, com aquela leviandade que lhe é peculiar e a perfeita incompreensão – não sei se fingida – daquilo que ele mesmo escreve. Por ora, porém, só tenho uma coisa a dizer a respeito: esse “cara” sou eu.

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2.
 
45 pessoas são assassinadas por dia na África do Sul, como acaba de me lembrar uma matéria da CNN. Ganhamos (em números absolutos). Pelo menos 137.
 
3.
 
Quando a apresentadora deste Oscar, Ellen Degeneres, fez piadinha [aos 8min35seg do vídeo abaixo] dizendo que, se “12 anos de escravidão” não ganhasse a estatueta de Melhor Filme, “vocês são todos racistas”, acho que a maioria de celebridades de esquerda na plateia ficou na dúvida se era piada mesmo.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=9AQ6ssLwiJY?wmode=transparent&fs=1&hl=en&modestbranding=1&iv_load_policy=3&showsearch=0&rel=1&theme=dark&w=620&h=349%5D

4.
 
“A caça” perdeu para “A grande beleza” o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas relembro meu comentário de junho de 2013:
 
“(…) Para que jamais se esqueçam de se informar a respeito de um assunto, antes de sair acusando os outros de crimes que eles não cometeram, recomendo a todos os meus leitores que assistam ao extraordinário filme dinamarquês ‘A caça’ (crítica – aqui), sobre um professor de jardim de infância acusado de abuso sexual, que dá a dimensão exata de como o desprezo humano pela verdade e a consequente perda total do senso de justiça levam as pessoas a cometer as maiores atrocidades contra um bode expiatório qualquer.
 
Mas sei que não adianta recomendar o filme aos parasitas. Assim como eles não têm a humildade de repensar suas opiniões, acusações e sobretudo a forma apressada, mal-educada e estúpida com que as emitem na página alheia, eles dificilmente teriam a grandeza de se reconhecer nos personagens que os retratam.”

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A caça

5.
 
Mudar de canal do Oscar para a Sapucaí foi uma experiência tão fascinante que fiquei apertando os botões do controle remoto como se fosse um joystick, na esperança de que, num passe de mágica, a São Clemente entrasse no Teatro Dolby para animar a festa.

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Foto: AFP

6.
 
E pensar que outro dia mesmo, em 2009, o texano agora vencedor do Oscar de Melhor Ator, Matthew McConaughey, estava no canal da Sapucaí… A mágica dele deu certo. Fez bem de agradecer a Deus (ainda que isto não renda aplausos entusiasmados da plateia esquerdista).

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Mathew 2009 2014

7.
 
Um negro é presidente, os negros ganham Oscars… e a esquerda está lá, dizendo aos negros [ver meu artigo O mundo inteiro está cheio de todo mundo] que eles precisam da ajudinha do governo para ser alguém, porque o país é muito racista.

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8.
 
E vocês aí que acham paranoia chamar o Oscar de maior festinha de esquerda do mundo acham mesmo que um filme sobre a escravidão de negros por negros no mundo árabe teria chance, né? Aham…
 
[A propósito: bibliografia básica sobre o tráfico de escravos no Islam – aqui.]
 
9.
 
Só por sugerir que as informações obtidas por waterboarding podem sido importantes para encontrar Bin Laden, Kathryn Bigelow – queridinha da patota esquerdista – já perdeu as chances de levar a estatueta de Melhor Filme com “Zero Dark Thirty” em 2013. Imagine se alguém sugerisse que houve muito mais escravidão no mundo árabe…
 
A Academia gosta é de filmes fofinhos como “Argo” e “12 anos de escravidão”.
 
10.
 
Voltando ao Brasil: Olavo de Carvalho, felizmente, recuperou sua página no Facebook [conheça o caso da mordaça virtual – aqui] na manhã desta segunda-feira e deixou lá este recado:

Captura de Tela 2014-03-03 às 13.12.18

Em outras palavras: a canalhada não vai nos calar.
 
Felipe Moura Brasil – https://www.veja.com/felipemourabrasil
 
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