As novas (e surpreendentes) descobertas sobre o clitóris
Órgão cuja única função é o prazer foi negligenciado por décadas
Por quase trinta anos, a ciência conhecia o mapa dos nervos do pênis melhor do que o do clitóris — até agora. Cientistas do Reino Unido, França e Holanda finalmente fizeram o que deveria ter sido feito há décadas: um mapeamento completo, em 3D, das terminações nervosas do grande centro do prazer feminino.
E a descoberta não é pouca coisa: o nervo dorsal do clitóris, principal responsável pela sensibilidade, não se limita à glande (aquela pontinha que a gente vê). Ele se ramifica como uma árvore e se estende pelo monte pubiano e pelo capuz do clitóris, muito além do que os manuais de anatomia imaginavam. E, ao contrário do que se pensava, esse nervo não vai afinando até sumir; ele mantém ramificações fortes bem na região da glande. Ou seja, o clitóris é ainda mais poderoso e espalhado do que se sabia.
Esse conhecimento pode salvar o prazer sexual de muitas mulheres. Sem esse mapa, cirurgias ginecológicas, urológicas e até ortopédicas correm o risco de danificar nervos essenciais — um erro que raramente é discutido nos consultórios ou nos livros de medicina. O estudo também é uma ferramenta crucial para cirurgias reconstrutivas em vítimas de mutilação genital feminina, prática que ainda ocorre em 30 países.





