Brasil está mais dependente das importações de medicamentos
As compras brasileiras na indústria farmacêutica da China aumentaram 39% nos últimos 12 meses
Aumentou a dependência brasileira das importações de medicamentos e insumos farmacêuticos. Ano passado gastou 8,8 bilhões de dólares nas compras externas desses produtos (não inclui veterinários). Isso é 8,6% a mais do que a despesa recorde do primeiro ano da pandemia (2021) e é praticamente o dobro do gasto antes do ciclo pandêmico (2020).
Cresceram, também, as compras brasileiras na indústria farmacêutica da China. Aumentaram 39% em relação a 2024. Ultrapassaram 1 bilhão de dólares, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14/1) pelo Conselho Empresarial Brasil-China.
A China avançou rápido. Doze meses atrás era o sétimo fornecedor. Desde dezembro é o quarto em participação (6,3%) no mercado brasileiro. Ficou atrás apenas dos Estados Unidos (18%), da Alemanha (14%) e da Suíça (7%).
O avanço na dependência externa mostra que os planos anunciados pelos governos Jair Bolsonaro e Lula para reconstrução da indústria de medicamentos e insumos farmacêuticos continuam sendo planos. Houve aumento significativo da vulnerabilidade do país desde a pandemia.






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