Lula segue com alta rejeição, eleitor acha que perdeu poder de compra
Pesquisa indica chance real no segundo turno para adversário identificado como antiLula
Os eleitores estão jogando duro com Lula. Ele está completando um ano de uma longa e persistente rejeição eleitoral, mostra pesquisa Quaest realizada entre quinta (9/4) e segunda-feira (13/4).
É situação inédita nos 36 anos em que ele se apresenta como candidato permanente e único do Partido dos Trabalhadores à presidência da República.
Em maio do ano passado, 57% dos eleitores diziam conhecer e não pretender dar seu voto a Lula. Um ano se passou, agora a rejeição está em 55%. Estagnou.
Seu único competidor nesse quesito é o senador Flávio Bolsonaro. Em dezembro passado, era recordista com 60% de rejeição — seis pontos acima de Lula. Cinco meses depois, reduziu a taxa para 52% — três pontos percentuais abaixo de Lula.
A eleição ainda está distante para o eleitorado. Quando os pesquisadores pedem para que, espontaneamente, digam qual o candidato de sua preferência, nada menos que 62% dos eleitores se declaram indecisos. A partir da listagem de nomes, 37% escolhem Lula e 32% Flávio Bolsonaro.
Aspecto interessante é a constante (40% a 43%) na preferência por Lula para o voto no segundo turno. Em contrapartida, se aproximam Flávio Bolsonaro (42%), Romeu Zema (36%) e Ronaldo Caiado (35%).
O quadro sugere dificuldades para Lula e chance real no segundo turno para adversário identificado como antiLula.
No governo há apreensão com a resiliência da crítica à política econômica. Predomina a percepção de que o ambiente e as perspectivas econômicas estão piores.
Isso ocorre em todas as faixas de renda, com aumento significativo nos últimos três meses entre os mais pobres. Sete em cada dez eleitores acham que perderam poder de compra.
O panorama não é favorável a Lula. Na semana que vem, ele anuncia novo pacote de auxílios financeiros a vários segmentos eleitorais. Vai usar dinheiro do Tesouro para promover outra rodada de renegociação de dívidas privadas — a segunda em dois anos. É parte do esforço governamental para mudar o rumo da campanha à reeleição.





