Oferta hexa: Assine por apenas 7,99
Imagem Blog

José Casado

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Informação e análise

O Centrão governa, Bolsonaro preside e a volúpia é o limite

Posse de Ciro Nogueira na Casa Civil, hoje, foi planejada como demonstração de força. O Centrão não é de direita, de centro ou de esquerda. É do Orçamento

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 ago 2021, 09h00 | Atualizado em 4 ago 2021, 14h08
O Centrão governa, Bolsonaro preside e a volúpia é o limite Priorizar nos meus resultados Google

O Centrão anuncia uma invasão festiva do Palácio do Planalto, hoje à tarde, durante a posse de Ciro Nogueira, presidente do Progressistas (PP), na Casa Civil de Jair Bolsonaro.

Prevê-se aglomeração de duas centenas de parlamentares numa celebração pela chegada ao centro do poder.

É massa disforme, composta por bancadas regionais de diferentes partidos, dona de um terço dos votos no Congresso. Alia-se a qualquer governo, desde que receba cargos-chave na administração pública.

O Centrão não tem endereço, CNPJ, CPF, placa ou telefone. Não é de direita, de centro ou de esquerda. Ele é do Orçamento.

LEIA TAMBÉM: Centrão avança para controlar a execução do Orçamento

Continua após a publicidade

Para Bolsonaro, hoje, essa aliança vale o mandato: “Senta na minha cadeira e tenta governar sem o Centrão”, disse na semana passada em resposta a seguidores insatisfeitos com sua decisão de “entregar a alma” do governo ao Centrão, como definiu, e “salvar” a presidência, ameaçada por múltiplos inquéritos no Supremo, na Justiça Eleitoral e alvo de mais de uma centena de pedidos de impeachment na Câmara.

Para líderes do aglomerado partidário, Bolsonaro vale o governo — ou seja, o controle efetivo do orçamento, uma ponte para o futuro com a eleição de bancadas maiores no Congresso e nas assembleias estaduais no próximo ano.

Na vida real, isso já começou. Ontem, por exemplo, o Diário Oficial estampou a assinatura do ministro Ciro Nogueira na demissão (“a pedido”) de Waldery Rodrigues, subordinado do ministro da Economia Paulo Guedes.

Continua após a publicidade

Rodrigues foi secretário de Fazenda e negociador do Orçamento deste ano com o Congresso. À Globonews disse considerar “um erro” o que vem aí, a cisão do outrora “superministério” de Guedes, em benefício do Centrão. Depois da recriação do Ministério do Trabalho, que assumirá as políticas de emprego e renda, a Economia deverá encolher mais, com a perda da área de Planejamento e Orçamento.

+ Após assumir Casa Civil, Ciro vai tentar ‘rebranding’ para mudar imagem

O Diário Oficial circulava com a demissão do ex-secretário de Guedes, quando Bolsonaro anunciou um novo item no seu projeto de reeleição: “Estamos aqui ultimando esforços e estudos no sentido de dar um aumento de no mínimo 50% para o Bolsa Família, podendo chegar até 100% em média” — disse no Palácio do Planalto, em entrevista à tevê Asa Branca, de Pernambuco. “Com isso daí, além de atendermos a população, a gente prepara o Brasil para voltar à normalidade.”

Continua após a publicidade

Antes que a tarde terminasse, o presidente-candidato viu-se atropelado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara e chefe do Centrão: “Não houve essa conversa de R$ 400 [para o Bolsa Família], não há essa conversa de Bolsa Família [institucionalizado] dentro de projeto de emenda constitucional, e não há essa conversa de furar teto de gastos.”

Acrescentou: “Foi criada essa versão de que uma PEC [emenda constitucional] seria votada para criar o Bolsa Família, o Bolsa Verde e Amarela ou Bolsa Brasil de R$ 400 [fora do orçamento anual]. Não há possibilidade de se estourar teto [de gastos] no Brasil, a depender da vontade do Legislativo. O Bolsa Família virá por Medida Provisória própria, dentro do Orçamento, dentro do teto de gastos, com um valor médio planejado em torno de R$ 300.”

VEJA TAMBÉM: Centrão negocia com Bolsonaro e Lula, para continuar onde sempre esteve

Continua após a publicidade

O rito de posse de Ciro Nogueira na Casa Civil, hoje, foi planejado como demonstração de força na mudança: agora, o Centrão governa e Bolsonaro preside.

É um acordo selado com interesses claros e objetivos das partes. E como ocorre em qualquer aliança política, todos sabem como começam, ninguém sabe quanto duram e muito menos como terminam. No caso, a volúpia é o limite.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00) + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).