Trio do STF se supera ao tirar as provas das mãos de quem pune os corruptos. Aumenta a insegurança jurídica, testa a calma do povo e desafia a democracia
Por Lillian Witte Fibe
25 abr 2018, 16h25 | Atualizado em 26 abr 2018, 14h47
Ricardo Lewandowski (esq), Gilmar Mendes (centro) e Dias Toffoli, hoje com barba: os 3 da Segunda Turma do STF que venceram ontem. (Divulgação/STF)
Ao trio da segunda turma do Supremo que acaba de virar de cabeça pra baixo a Operação Lava Jato, pergunta-se: desde quando corrupção via doação de imóvel, compra de terreno e reforma de sítio vêm com carimbo?
Não é corrupção na Petrobras, então não é da conta da justiça do Paraná?
Remete-se um lá pra Pernambuco (refinaria Abreu e Lima), outro(s) pra São Paulo, por acaso onde a Lava Jato não anda?
Ora bolas: se é assim, por que não inventar outra e, por exemplo, mandar ao Rio os processos da Petrobras, onde fica a sede da empresa?
Se tem argumento pra tudo, tem também pra isso.
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Sérgio Moro tira férias. E vai tudo pro colo de Marcelo Brêtas, onde Sérgio Cabral e sua turma lotaram as cadeias faz tempo.
Aposto que os três (você sabe quais: Lewandowski, Toffoli e Gilmar) não “encontrariam” argumentos para aumentar as provas em mãos de Brêtas. Nem nas mãos de Vallisney, o do Distrito Federal que tem Lula entre seus réus.
Tomara que eu esteja enganada, mas parece que eles, em parceria com mais dois ministros ‘você sabe quem’ do STF se dedicam a desafiar a calma do povo brasileiro, pondo em risco a democracia que tanto dizem defender.
Por ora formam apertada minoria no plenário de 11.
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