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Matheus Leitão

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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

De volta ao Brasil, Queiroga tem duas obrigações

Ministro da Saúde pegou Covid por irresponsabilidade própria e deve retornar ao país nesta semana, após temporada em Nova York

Por Matheus Leitão 4 out 2021, 11h23
De volta ao Brasil, Queiroga tem duas obrigações Priorizar nos meus resultados Google

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve retornar ao Brasil nesta semana após passar uma temporada estendida em Nova York. Ele foi para lá na comitiva presidencial à Assembleia Geral da ONU. Incompetente e irresponsável, no entanto, contraiu Covid-19 e precisou estender a permanência nos Estados Unidos para cumprir a quarentena.

De volta ao país, o ministro tem duas obrigações. A primeira é pedir demissão, uma vez que ele perdeu as condições morais de ficar à frente da pasta. As condições técnicas, como esta coluna já registrou em outras ocasiões, ele nunca teve. E este espaço foi o primeiro a pedir sua demissão.

O ministro da Saúde, que é médico, deveria encabeçar os esforços do país contra a pandemia mais mortal da história. Em vez disso, ele abaixa a cabeça para as besteiras e fantasias macabras de Jair Bolsonaro. Para agradar o chefe, adota até mesmo o comportamento de um menino mal-educado, exibindo sinais obscenos contra manifestantes críticos ao governo.

A segunda obrigação de Queiroga em seu retorno tem a ver, como não poderia deixar de ser, com o dinheiro público. Ele precisará comprovar, rápida e publicamente, que pagou do próprio bolso a longa estadia em um dos hotéis mais luxuosos e caros de Nova York.

Seria um absurdo pensar que os cofres públicos arcaram com os luxos do ministro enquanto a fome volta a assolar o Brasil e parte dos brasileiros se alimenta com restos encontrados no lixo e com sobras, como ossos de animais.

Se Queiroga desse o bom exemplo que o cargo lhe obriga a dar, talvez não contraísse Covid. Uma vez na quarentena, no entanto, não precisava ficar em um hotel de luxo. Tratando-se de opção pessoal, cabe a ele arcar com a regalia. Encerrada a pendência, deve entregar o cargo. É isso que ele precisa fazer.

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