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O Mundo de Sofia

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Viajar é abrir portas para novas culturas, experiências e descobertas.

Roteiro exclusivo: 14 vinícolas para visitar e se encantar no Chile

Nos arredores de Santiago, o visitante encontra experiências que unem natureza, atividades culturais e gastronômicas, além, claro, da degustação de vinhos

Por Sofia Cerqueira 13 abr 2026, 17h30 | Atualizado em 14 abr 2026, 15h37

Embora o comércio do vinho remeta à Antiguidade, o enoturismo, sobretudo como se conhece hoje, é algo razoavelmente recente. Ele só passou a existir na metade do século XX, especialmente a partir dos Anos 1970/1980, tendo o seu boom nas décadas seguintes. Regiões como Napa Valley, nos Estados Unidos, e Bordeaux e Champagne, na França, foram as primeiras a abrirem seus vinhedos e suas áreas de produção para os turistas. Não importa se o visitante é um expert ou simplesmente um leigo (como eu), a chance de visitar uma vinícola é uma experiência que guarda surpresas, sabores e aromas. Mais do que apenas dar a chance de degustar a bebida, o enoturismo proporciona o contato com a natureza, promove o lazer, além de unir experiências culturais, sensoriais e gastronômicas – muitas vinícolas contam com restaurantes.

No universo de rótulos, o Chile – quarto maior exportador de vinhos do mundo – se destaca. Nesse contexto, ele é o maior mercado fornecedor da bebida para o Brasil. Só para se ter uma ideia dessa importância, cerca de 40% de todo o vinho consumido aqui vêm de empresas chilenas – hoje aquele país tem cerca de 800 vinícolas ativas, várias delas abertas à visitação. Foi justamente para este destino, de encher os olhos e as taças, que a colunista viajou a convite da Wines of Chile – associação comercial que representa e promove os produtores de vinhos chilenos no mercado internacional. Durante uma semana, tive a chance de visitar lugares tão diversos como especiais, regados a muito vinho e tours por vinhedos e bodegas inesquecíveis.

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Restaurante da Viña Montes: além de tours guiados, os turistas podem almoçar em um restaurante em meio à área dos vinhedos (Sofia Cerqueira/VEJA)

Embora a bebida chilena seja produzida de Norte a Sul do país, é na região central, nos arredores de Santiago, que fica a rota do vinho mais famosa do Chile. É ali que se concentram, entre outros, os famosos vales do Maipo (conhecido como o berço dos melhores Cabernet Sauvignon do Chile), de Colchagua, Curicó e Maule. De 45 minutos a 3 horas de carro, no máximo, os turistas têm a chance de visitar inúmeras vinícolas, totalmente estruturadas para receber o público e com variados tours, onde podem andar pelas plantações de uva, conhecer os processos de vinificação, visitar as salas de barris de carvalho (onde o vinho “envelhece”) e, claro, degustar alguns vinhos.

Viña Clos Apalta: além de visitas guiadas, os turistas têm a chance de focar em um hotel com o selo Relais & Chateaux
Viña Clos Apalta: visitas guiadas e a chance de ficar em um hotel com o selo Relais & Chateaux (Sofia Cerqueira/VEJA)

Isso, sem falar de algumas surpresas. No novo “Centro del Vinho” da Concha Y Toro, a maior vinícola do Chile, por exemplo, o visitante aprende sobre a formação daquele país, conhece as etapas de produção do vinho e as curiosidades sobre alguns rótulos (como o famoso Casillero del Diabo), em uma experiência imersiva, com inúmeras projeções. Já na Viña Montes, os turistas são surpreendidos com uma sala de barricas de carvalho “embaladas” por um canto gregoriano – existe a crença de que as vibrações sonoras melhoram a qualidade da bebida. Há ainda a chance, como na Viña Montgras, de participar, durante um período do ano, da pisa da uva (ou pisonero), uma tradição ancestral na qual as uvas são esmagadas com os pés descalços dentro de pequenos tanques.

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Temporada da colheita: entre fevereiro e final de abril, ainda há a chance de ver os vinhedos carregados de uvas e prová-las
Temporada da colheita: entre fevereiro e final de abril, ainda há a possibilidade de ver os vinhedos carregados de uvas e prová-las (Sofia Cerqueira/VEJA)

Embora a maior parte dos turistas brasileiros visite as vinícolas do Chile no período do inverno, quando aproveitam também para curtir o frio e a neve no país, a temporada entre fevereiro e início de maio também reserva experiências únicas. É nesta época que ocorre a vindima (colheita), quando os visitantes podem ver os vinhedos carregados de uvas – e ainda prová-las.

 

Conheça a seguir quatorze vinícolas chilenas abertas ao público e as atividades que elas oferecem: 

Tour completo: na Viña Undurraga há uma variedade de experiências ligadas ao enoturismo que incluem, entre outros, a visita a sala de barricas, onde o vinho é envelhecido
Tour completo: na Viña Undurraga há uma variedade de experiências ligadas ao enoturismo que incluem, entre outros, a visita a sala de barricas, onde o vinho é envelhecido (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA UNDURRAGA:

Situada no Vale do Maipo, a apenas 45 minutos do Centro de Santiago, a vinícola é a segunda mais visitada do país, recebendo mais de 200 000 turistas por ano – só fica atrás da gigante do mercado Concha Y Toro. Motivos para isso não faltam. A sede da Undurraga fica em uma linda propriedade, com uma imponente alameda florida, jardins impecáveis, locais bem instagramáveis e ainda oferece diferentes tours, nos quais os visitantes têm a chance de conhecer a área dos vinhedos; o setor de fermentação do vinho, com grandes tanques de aço inoxidável; e a sala de barris de carvalho francês e americano – usados para o “envelhecimento” da bebida.

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Durante o passeio pela vinícola, fundada em 1885, o turista pode se informar um pouco mais sobre a cultura andina no Museu dos Povos Originários Mapuches (ou “Gente de La Tierra”), montado no local. A Undurraga, que também conta com um café e uma loja, é famosa por vender vinhos de alta qualidade (são 1,2 milhão de caixas produzidas por ano de cerca de cinquenta rótulos, vinte deles comercializados no Brasil) – é ainda líder na exportação de espumantes chilenos, presente em mais de 80 países. Entre seus vinhos vendidos no Brasil estão o TH, o Extinto e o Altazor.

Visitação: o turista pode escolher entre dois tipos de tours, com valores, por pessoa, entre 29 000 e 42 000 pesos chilenos (o mais completo conta com degustação de 5 vinhos e uma tábua de queijos e frutos secos para acompanhar); há ainda a opção de fazer um piquineque em seus jardins (34 000 pesos chilenos). https://undurraga.cl/

Localização especial: em meio à Cordilheira, a vinícola têm vários espaços à disposição dos visitantes, como um restaurante no alto da propriedade
Localização especial: em meio à Cordilheira, a vinícola têm vários espaços à disposição dos visitantes, como um restaurante no alto da propriedade (Sofia Cerqqueira/VEJA)

VIÑA EL PRINCIPAL:

Emoldurada pela Cordilheira dos Andes, com trechos boa parte do ano salpicados de neve, a vinícola El Principal é considerada uma “joia escondida”. Nos arredores de Santiago, no Vale do Maipo, ela proporciona aos visitantes uma experiência mais exclusiva, que foge ao tradicional, com opções de tours pelos vinhedos e área de produção; visitas ao local seguidas de trekking; experiências no sunset e almoços (churrasco especial) em um deque especial, com vista para as montanhas e as áreas de plantio das uvas – o solo e o clima de lá são perfeitos para o cultivo de Cabernet Sauvignon e Carménère.

A 730 metros acima do nível do mar, a região é conhecida por apresentar uma grande amplitude térmica: no verão as temperaturas variam entre 12 e 33 graus; no inverno vão de -2 graus e 10 graus. A vinícola boutique ocupa uma área de 300 hectares, sendo 90 deles cobertos por vinhedos. Detalhe: toda a colheita ali é feita manualmente. O local produz por ano cerca de 250 000 garrafas, 80% destinadas à exportação, metade desse número para o mercado brasileiro. Seu portfólio é centrado em tintos de excelência, com destaque para o El Principal (vinho ícone Cabernet Sauvignon), Memorias e Calicanto, todos vendidos no Brasil.

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Visitação: As experiências na vinícola duram em média 1h30 e se incluírem almoço em torno de 3h. Todos os tours incluem a degustação de 4 rótulos e vão de 72 990 a 102 990 (com almoço). Já a vivência com trekking sai a 150 000 pesos. Os valores são por pessoa.

Programas diferenciados: além de caminhar por um parque centenário, os visitantes podem passear de carruagem na Santa Rita e conhecer o Museu Andino, com 3 000 peças pré-colombianas
Programas diferenciados: além de caminhar por um parque centenário, os visitantes podem passear de carruagem na Santa Rita e conhecer o Museu Andino, com 3 000 peças pré-colombianas (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA SANTA RITA:

A menos de uma hora de Santiago, a vinícola Santa Rita (que inclui o hotel boutique Casa Real) mistura produção de vinhos de alta qualidade, paisagens impactantes e muita história. A experiência “completa” fez com que o local tenha conquistado reconhecimento internacional na área do turismo ligado ao vinho. Ela foi eleita Melhor do Mundo no ranking The World’s 50 Best Wineries 2025 pela Forbes e recebeu o título de Melhor Experiência de Enoturismo Responsável pela Organização Mundial de Enoturismo (OMET) em 2024. A área da vinícola, fundada em 1880, conta com 2000 hectares, 540 dedicados ao cultivo de uva – ainda tem 3 500 hectares espalhados pelo Chile – e um parque centenário com 40 hectares. O visitante tem a chance de andar por impecáveis jardins, que mesclam os estilos inglês, italiano e francês; visitar sua linda capela e ainda desfrutar de momentos especiais no restaurante ou na cafeteria do local.

Um dos grandes destaques, porém, é o Museu Andino que fica na propriedade, com uma coleção pré-colombiana com cerca de 3000 peças. O turista ainda pode se hospedar no hotel, uma construção da segunda metade do século XIX, ultra bem conservada, com 16 acomodações – têm em média 70 metros quadrados. Para quem quer uma experiência ainda mais especial, há passeios pelos vinhedos e jardins do lugar a bordo de carruagens. O grupo Santa Rita (engloba ainda as vinícolas Dona Paula e Carmen) produz 96 milhões de garrafas por ano, num total de 700 rótulos – 100 só na Santa Rita. Entre os rótulos mais conhecidos vendidos no Brasil estão o Medalha Real Gran Reserva, o Casa Real e o 120.

Visitação: Oferece tours que vão de 29 000 pesos chilenos, por pessoa, com degustação de 3 vinhos, até 300 000 pesos chilenos, com almoço incluído e degustação de vinhos premium e super premium. Há ainda opção de fazer um tour de carruagem pela propriedade ou da atividade Wine Makers, na qual o visitante ‘produz’ o seu próprio vinho (mínimo de 4 pessoas). https://www.santarita.com/pt/

Belas paisagens e opções de experiências: na Viña MontGras, os turistas podem participar de uma pisa, na época da vindima, e até fazer o seu próprio vinho
Belas paisagens e opções de experiências: na Viña MontGras, os turistas podem participar de uma pisa, na época da vindima, e até fazer o seu próprio vinho (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA MONTGRAS:

Um grande casarão branco brinda os visitantes logo na chegada a MontGras, no Vale Colchagua, a cerca de 2h30 de Santiago. Boa dica, é ir até o segundo andar, onde de uma varanda se tem uma vista panorâmica da bela vinícola, conhecida por vinhos de alta qualidade, combinando tradição familiar e inovação tecnológica. Entre as sete experiências diferentes de enoturismo oferecidas, todas com a possibilidade de explorar os vinhedos, duas se destacam: no local os visitantes podem fazer seu próprio vinho (um blend, misturando três variedades de uva) e participar de uma pisa da uva (ou pisonero), uma tradição ancestral na produção do vinho, onde as uvas são esmagadas com os pés descalços dentro de pequenos tanques (só acontece entre fevereiro e abril, época da colheita). Embora hoje a maior parte do processo seja mecanizado ali e em todas as vinícolas da região, a chance de participar dessa experiência é inesquecível.

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Aberta em 1993 e tendo à frente os irmãos Gras, a vinícola é famosa por práticas sustentáveis – só usa produtos preventivos naturais contra pragas, tem seu consumo de energia calcado em painéis solares e ainda reutiliza a água usada nos processos ali. Sua produção anual é de 1 milhão de caixas de vinhos, divididas em 7 linhas com 36 rótulos diferentes. Além da plantação na sede, com 900 hectares, Montgras tem vinhedos nos vales de Maipo e Leyda. Entre seus vinhos vendidos no Brasil estão, por exemplo, Montgras Quatro, Montgras Handcrafted e Intriga Máxima.

Visitação: Na área do enoturismo, há a opção de fazer sete atividades diferentes, como a “minha colheita”; degustação de 5 vinhos ícones e ultra premium; “faça o seu próprio vinho”; piquenique no jardim; almoço com três tempos; e a experiência “prive collection”, com a degustação de cinco vinhos a escolher na cave (6 pessoas a 600 000 pesos chilenos). Em geral, as atrações custam entre 45 000 e 55 000 pesos, por pessoa). https://montgras.cl/

Viña Estampa: possibilidade de fazer um passeio pelos vinhedos a bordo de um carrinho especial e participar de uma degustação na sala dos tanques de fermentação do vinho
Viña Estampa: possibilidade de fazer um passeio pelos vinhedos a bordo de um carrinho especial e participar de uma degustação na sala dos tanques de fermentação do vinho (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA ESTAMPA:

Com uma arquitetura marcante, que mescla os estilos geométrico e contemporâneo, a Viña Estampa fica no Vale do Colchagua, que integra a rota chilena de vinho, a 2h30 de Santiago. Uma boa sugestão para quem visita a região é pernoitar na cidade de Santa Cruz, que possui um importante museu e casino; ou em Pichilemu, um centro de surfe chileno. Fundada em 2001, a Estampa é especializada na produção de blends de alta gama – além das clássicas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit Verdot, por exemplo, a vinícola se vale de dezessete cepas italianas. Ao todo, sua produção fica em torno de 12 000 caixas por ano, entre 4 linhas de vinhos, que somam 19 rótulos.

Dos 160 hectares da propriedade, 130 deles são de área produtiva, com colheita manual. Ali, o turista tem a chance de conhecer o jardim de variedades (amostra dos diferentes tipos de uva cultivados no local), ver a área de produção – com tanques de fermentação em inox e ânforas de barro – e experimentar os vinhos na sala de degustação, onde há inúmeros barris pintados por artistas, em uma fusão entre vinho e arte. Na vinícola, os turistas têm a opção de escolher entre fazer apenas uma degustação (pode ser uma combinação de três vinhos com uma tábua de frios ou só de taças) ou participar de um dos tours disponíveis, podendo incluir um almoço no restaurante local. Além de explorarem a propriedade, a Estampa organiza piqueniques e acabou de lançar um passeio pelas vinícolas em um charmoso carrinho puxado por um trator (com direito a paradas estratégicas para degustar alguns vinhos e petiscos). Em seu portfólio estão rótulos como Estampa Del Viento, Vermentino (Estampa Inspiracion) e Estampa Gold.

Visitação: Os tours com duração média de 1h30 (podem ser mais se incluírem o almoço) podem ser acompanhados de degustação de várias linhas de vinhos, das mais simples a alta gama, com preços que variam de 25 000 a 75 000 pesos chilenos, por pessoa. https://www.estampa.com/

Localização privilegiada: na região Apalta, no Vale Colchagua, a vinícola fica no alto de uma colina, com vista para os vinhedos e montanhas
Localização privilegiada: na região Apalta, no Vale Colchagua, a vinícola Ventisquero fica no alto de uma colina, com vista para os vinhedos e montanhas (Sofia Cerqueira/VEJA)
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VIÑA VENTISQUERO:

No alto de uma pequena colina, na região de Apalta (sub-vale de Colchagua), a Viña Ventisquero é perfeita para fazer um tour ao pôr do sol. De um mirante que rodeia a sede da vinícola, os visitantes têm uma vista panorâmica dos vinhedos e ali mesmo podem se deliciar com uma degustação com vinhos da linha top, de alta gama ou premium, acompanhados de uma tábua de frios. Há ainda a opção de solicitar a contratação de um chef, que prepara almoços ou jantares, com aquela vista para lá de especial, para grupos de no mínimo 5 pessoas.

Nesta unidade da Ventisquero não há produção de vinhos (o centro de fabricação fica no Vale do Maipo, onde também há visitação aberta ao público), e os vinhedos ficam em encosta, criando um visual único. Ali, em uma posição estratégica do vale, a vinícola tem 700 hectares de terra, sendo apenas 70 deles plantados. A empresa ainda conta com vinhedos em seis outras regiões do Chile, entre o Deserto do Atacama e a Patagônia.  A vinícola, criada em 1998 e que produz 1,2 milhão de caixas de vinhos por ano (25% vai para o Brasil) foca na produção com o mínimo de intervenção possível e manejo sustentável, especialmente em suas linhas premium. Entre seus rótulos vendidos no mercado brasileiro estão o Pangea, Vertice e Grey.

Visitação: A unidade de Apalta oferece três tipos de tours aos visitantes, todos com uma parte dedicada à exploração dos vinhedos, além de explicações sobre a vinícola, cultivo das uvas e dos tipos de solo. Em todos, que duram entre 1h30 e 3h, há a degustação de 4 ou 5 vinhos. Os preços variam de 25 000 a 45 000 pesos chilenos, por pessoa. https://www.ventisquero.com/

Programa de enoturismo completo: a Viña Miguel Torres oferece visitação à área de produção do vinho, exploração dos vinhedos a pé ou de bicicleta e degustação
Programa de enoturismo completo: a Viña Miguel Torres oferece visitação à área de produção do vinho, exploração dos vinhedos a pé ou de bicicleta e degustação (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA MIGUEL TORRES:

A abertura da vinícola, em 1979, marca o pioneirismo de uma família estrangeira no setor da vinicultura chilena. Miguel Torres, membro de uma família tradicional espanhola que há cinco gerações se dedica a arte de produzir vinhos, encontrou no Vale do Curicó (2h30 de carro de Santiago) as condições climáticas ideais e vinhedos não afetados pela filoxera – praga que havia devastado áreas de cultivo da uva na Europa. A vinícola teve papel importante na modernização do vinho do Chile a partir dos Anos 70 e hoje é conhecida por focar em uma viticultura também orgânica, sustentável e regenerativa. Sua produção por ano atualmente é de 500 000 caixas de vinhos, 50% delas exportadas para países como Canadá, Inglaterra, Bélgica e Brasil.

Aberta à visitação há vinte anos, oferece tours que permitem que os visitantes conheçam o jardim de variedades (diversas cepas de uva), os vinhedos propriamente ditos, a zona de vinificação (com maquinário) e a área de maturação do vinho, com barris de carvalho francês. Há também a opção de fazer um passeio de bicicleta pelos vinhedos, terminando com uma degustação de vinhos. O local conta também com um restaurante que oferece almoço com menu de três tempos, que saem entre 34 900 e 55 000 pesos chilenos – a segunda opção com harmonização de vinhos. A Vinícola Miguel Torres conta hoje com 400 hectares dedicados ao plantio de uvas (Cabernet Franc, Sauvignon, Syrah, Petit Verdot, Carménère, entre outras), 100 deles no Vale do Curicó. No total, conta com dez linhas de vinhos, com vinte rótulos distintos. Entre seus vinhos à venda no Brasil estão Andica, Cordillera e Escaleras de Empedrado.

Visitação: Os turistas podem fazer tours a pé pela vinícola, que incluem degustação de vinhos ou espumantes, ou de bicicleta, com valores que vão de 30 900 a 34 650 pesos chilenos, por pessoa. Os integrantes dos tours têm 10% de desconto no restaurante do local. https://www.migueltorres.cl/

Cardápio com vários tours e paisagem especial: na Viña Invina, os turistas ainda tem a chance de almoçar após a experiência de enoturismo
Cardápio com vários tours e paisagem especial: na Viña Invina, os turistas ainda tem a chance de almoçar após a experiência de enoturismo (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA INVINA:

Localizada em uma das regiões vitivinícolas mais antigas, extensas e produtivas do Chile, a Viña Invina fica no Vale Maule, a 2h30 de carro de Santiago. Para quem achar que o bate-volta da capital chilena pode ser cansativo, uma sugestão é se hospedar na cidade de Talca, e alugar um carro, contratar um tour ou usar o serviço de ônibus turístico que roda algumas vinícolas. A Invina, que dispõe de um mirador com vista para o vale e seus vinhedos – perfeito para uma selfie –, conta com várias experiências na área do enoturismo. O visitante pode desde fazer um tour básico com degustação de quatro vinhos (cerca de 1h) até fazer um roteiro mais extenso, que dura em torno de 6 horas, que engloba visitas a vinhedos antigos mais distantes, a um vilarejo histórico com tradição na em produção de vinhos, além de um almoço harmonizado.

Aberta em 2007 pela família Huber, a vinícola produz 2 milhões de garrafas por ano, exportando 95% desse volume – 20% dele para o Brasil. A Invina possui 225 hectares plantados, todos no Vale Maule, só que distribuídos por outras microrregiões, com variações climáticas por ficarem no sopé dos Andes ou mais para a parte costeira. Na relação de vinhos que exportam para o mercado brasileiro estão rótulos como Ojos Verdes, Serra Batudo e Tricky.

Visitação: A vinícola tem um cardápio de opções de enoturismo, que vai desde um tour básico de 1h de duração, que engloba os vinhedos, as áreas de produção e degustação, até uma experiência que se estende por 6h, com visitação a áreas de cultivos mais distantes e povoados históricos. Os valores vão de 20 000 a 80 000 pesos chilenos, por pessoa. https://invinawines.cl/

Projeto arrojado: a vinícola no formato de um ninho de pássaros tem uma estrutura com sete andares, cinco deles subterrâneos
Projeto arrojado: a vinícola no formato de um ninho de pássaros tem uma estrutura com sete andares, cinco deles subterrâneos (Sofia Cerqueira/VEJA)

 VINA CLOS APALTA:

Em uma combinação da tradição francesa com o terroir chileno (fatores locais naturais), a Clos Apalta é uma vinícola boutique de luxo, conhecida por produzir alguns dos melhores vinhos do país. Cercada pelas montanhas e a vegetação do Vale de Colchagua, a cerca de duas horas de Santiago, a vinícola é daqueles lugares que, além de encher as taças, encantam os olhos. Depois de serem recebidos com uma taça de rosé, os visitantes exploram os vinhedos e têm a oportunidade de conhecer a famosa botega gravitacional (o vinho se move por gravidade, evitando bombas), em formato de um ninho de pássaros. Antes de entrar na área de produção propriamente dita, há um mirante sobre a estrutura, cercado por 24 vigas de pino laminado – representam o tempo médio de meses que os vinhos de alta gama produzidos no local levam “envelhecendo”. Ali, todo o processo de fermentação e maturação acontece em barris de carvalho francês.

A vinícola, sobre o “ninho de pássaros”, é impactante: são sete andares – cinco deles subterrâneos – em espiral, que descem a 35 metros de profundidade. O local, onde acontece toda a produção das três linhas de vinho de alta gama da Clos Apalta, é toda a prova de terremotos. Antes de seguirem para a degustação, os turistas conhecem a adega do local, na parte mais profunda da estrutura, com 7000 garrafas. Fundada em 1994 e com a atual estrutura desde 2005, a vinícola fica em uma área de 600 hectares, 200 deles com vinhedos e o resto com vegetação nativa. A produção da Clos Apalta, que pertence à família francesa Marnier Lapostolle, é de cerca de 300 000 garrafas anuais, 90% delas destinadas à exportação. O local ainda conta com um hotel exclusivo, o Clos Apalta Residence, integrante da rede Relais & Châteaux. No portfólio da vinícola estão os vinhos Prelude, Le petit Clos e, o mais famoso deles, o Clos Apalta.

Visitação: A Clos Apalta oferece tours privativos, com no mínimo 2 pessoas, com valores que variam entre 40 000 e 80 000 pesos chilenos, por pessoa. Com duração entre 1h e 1h30, o percurso inclui a área dos vinhedos, o mirante do “ninho de pássaros” e todo o seu interior, seguido de degustação. https://www.closapalta.com/

Estrutura e arquitetura especiais: todo o local, da área de produção ao restaurante, foi pensada seguindo a técnica milenar chinesa Feng Shui
Estrutura e arquitetura especiais: todo o local, da área de produção ao restaurante, foi pensada seguindo a técnica milenar chinesa Feng Shui (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA MONTES:

Reconhecida mundialmente por sua produção de vinhos premium e ultra premium, a Viña Montes ocupa uma área de 400 hectares (124 deles com vinhedos) no Vale de Apalta, no coração da região do Colchagua – a cerca de duas horas de carro de Santiago. Depois de iniciar sua produção em áreas arrendadas, a vinícola inaugurou esta sede, em 2004, que chama a atenção pela beleza, arquitetura e diferenciais. Toda a estrutura, inclusive a área de produção dos vinhos, foi pensada seguindo a técnica milenar chinesa Feng Shui. Fato é que a Montes oferece a seus visitantes um clima harmonioso e integrado com a natureza a seu redor, onde tem 124 hectares de vinhedos (de uma área total de 400 hectares). Um outro detalhe que chama muito a atenção de quem conhece o lugar é a sala das barricas de carvalho, onde os vinhos “envelhecem” em um clima especial: o ambiente é tomado por um canto gregoriano – acredita-se que as vibrações sonoras melhoram a qualidade da bebida.

Dedicada desde o seu início a vinhos de alta gama, a vinícola produz hoje cerca de 5 milhões de litros, a maior parte vendida para mais de cem países, entre eles o Brasil. Há mais de duas décadas, a Montes recebe visitantes, que chegam a mais de 50 000 pessoas, sendo 40% desse montante composto por brasileiros. Além de participar de tours pelos vinhedos, conhecerem o processo de vinificação e fazerem uma degustação de alguns rótulos, os turistas podem almoçar na propriedade. O local conta com um restaurante em meio à área de cultivo das uvas, o Fuegos de Apalta, especializado em parrilha e aberto público em geral. Ali, como não podia ser diferente, é possível experimentar o portfólio da vinícola. Na seleção de vinhos vendidos no Brasil estão o Taita, Montes Alpha e Purple Angel.

Visitação: Na Viña Montes, os turistas podem escolher entre três tipos de tours e duas opções de degustações especiais. As experiências com grupos pequenos, em geral de no máximo 8 visitantes cada um, sai entre 50 000 e 65 000 pesos chilenos, por pessoa. A degustação vertical (várias safras de um mesmo rótulo) fica a 1,2 milhão de pesos, mas para 6 pessoas. https://www.monteswines.com/

A Vik e seu hotel (foto) têm projetos premiados: experiência de enoturismo na vinícola eleita a melhor do mundo em 2025
A Vik e seu hotel (foto) têm projetos premiados: experiência de enoturismo na vinícola eleita a melhor do mundo em 2025 (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA VIK:

Impossível não se impactar com a beleza da vinícola e de seu hotel cinco estrelas, erguidos no Vale de Millahue, na região de Cachapoal, a duas horas de carro de Santiago. A propriedade, adquirida em 2006 pelo casal Alexander e Carrie Vik, ele norueguês e ela americana, une enologia de ponta, arquitetura futurista, arte e luxo. Instalada em uma área de 4325 hectares, sendo 320 deles cobertos por vinhedos, a Viña Vik foi eleita a Melhor Vinícola do Mundo em 2025 pelo conceituado World’s Best Vineyards. Especializada em vinhos de alta gama, ela tem uma produção anual de 85 000 caixas (12 garrafas cada), divididas em cinco linhas com 12 rótulos. Cerca de 75% desse volume é exportado para 61 países, sendo o Brasil o maior mercado consumidor (37% do total).

Com um design arrojado e funcional, a vinícola conta com um grande espelho d’água na frente que, além de ser esteticamente marcante, serve como um sistema de resfriamento natural para a sala de barricas abaixo. Também chama a atenção seu teto que, coberto com um tecido especial que permite uma iluminação natural, faz com que seja dispensado o uso de luz artificial ali durante o dia. A arquitetura do hotel (o Vik Chile), construído no alto de uma colina, também se destaca na paisagem. A cobertura de sua sede, trabalhada em curvas com titânio, pode ser vista à distância. Com 29 acomodações, entre suítes e bangalôs, ele possui piscina de borda infinita e um spa do vinho e oferece atividades como cavalgadas, trekking, passeios de bicicleta entre os vinhedos e degustações exclusivas. Para o público que não está hospedado no hotel e quer visitar a vinícola, também há tours, que incluem visitação aos vinhedos, ao centro de produção e uma degustação; o local ainda conta com três restaurantes. Entre os vinhos da vinícola vendidos no Brasil estão o Cabernet Nouveau, o Vik e o Stovenik.

Visitação: As atividades ligadas ao enoturismo na Viña Vik incluem quatro tours, que sempre incluem a exploração dos vinhedos e das instações da vinícola. O que varia é a degustação, que pode ser com rótulos distintos ou uma degustação verticarl (o mesmo vinho de diferentes safras). Os valores variam entre 55 000 e 140 000 pesos chilenos, por pessoa. As diárias no hotel, que podem ser meia ou pensão inteira, variam, em média, de 600 a 1080 dólares. https://www.vikwine.com/

História e natureza: o tour na Viña Don Melchor inclui a visitação a um parque centenário e à residência onde morou o fundador da vinícola
História e natureza: o tour na Viña Don Melchor inclui a visitação a um parque centenário e à residência onde morou o fundador da vinícola (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA DON MELCHOR: 

Inspirado nos grandes vinhos de Bordeaux, na França, o rótulo Don Melchor foi o primeiro do Chile a ingressar no conceituado Top 100 da Wine Spectator (revista norte-americana que está entre as mais influentes do mundo na área vitivinícola). Sua menção neste ranking não só mostrou o valor do icônico Cabernet Sauvignon como provou que o Chile podia ter uma produção de classe mundial. O vinho, que construiu uma sólida reputação desde a primeira safra, em 1987, se tornou o top de linha da Concha Y Toro, o maior grupo do setor no Chile. Embora a marca ainda pertença a empresa, ela passou a operar de forma autônoma em 2019 e hoje tem uma vinícola independente, no Vale do Maipo, junto à cidade de Ponte Alta – a 45 minutos de carro de Santiago.

Todo a produção de Don Melchor vem desta região, onde a vinícola tem 125 hectares de vinhedos, localizados estrategicamente entre a Cordilheira dos Andes e o Pacífico. Os tours abertos ao público, no entanto, não incluem a visitação da área das plantações de uva. A experiência enoturística de luxo acontece na mansão que pertenceu ao empresário, advogado e político chileno Don Melchor Concha y Toro – no mesmo terreno que funciona a vinícola homônima, em Pirque, na Região Metropolitana de Santiago. O casarão, datado de 1883 e que mistura traços das arquiteturas italiana e chilena, conta com 4 000 metros quadrados e 22 quartos. Depois de conhecer suas dependências, os visitantes participam de degustações de várias safras do vinho super premium, que é vendido por aqui. Aliás, o Brasil está entre os principais mercados consumidores das cerca de 15 000 caixas do vinho produzidas anualmente. (pode custar de 250 a 1000 dólares)

Visitação: Além da visitação à mansão que pertenceu ao empresário chileno que dá nome ao vinho Don Melchor, os turistas têm a chance de degustar de 2 a 10 safras deste rótulo. Os preços destas experiências de alto padrão variam entre 216 000 e 1,2 milhão de pesos chilenos. https://donmelchor.com/

Concha Y Toro: a maior vinícola do país inaugurou em 2025 um novo 'Centro del Vinho', com experiências imersivas e interativas
Concha Y Toro: a maior vinícola do país inaugurou em 2025 um novo ‘Centro del Vinho’, com experiências imersivas e interativas (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA CONCHA Y TORO:  

Maior vinícola do Chile e principal exportadora de vinhos da América Latina, distribuindo seus produtos para mais de 130 países, a Concha Y Toro reúne uma produção massiva, história e experiências imperdíveis. Localizada na região do Pirque, no Vale do Maipo, fica a apenas 45 minutos de carro de Santiago. Embora promova visitações às suas instalações desde 1993, no meio do ano passado a vinícola inaugurou um moderno “Centro del Vinho”, no qual foram investidos 17 milhões de dólares. Inspirado nos grandes exemplos de enoturismo em Bordeaux, na França, o novo espaço, com 12 000 metros quadrados, proporciona aos turistas uma experiência interativa imersiva. Ali, em meio a projeções, atividades sensoriais e obras de arte, o público é convidado a entender a origem do território chileno, a formação da Cordilheira dos Andes, passando depois para as etapas de produção de um vinho, os tipos de uva e tudo mais relacionado à enologia.

O ponto alto da visita, no entanto, é a parte dedicada à saga do nome do vinho Casillero del Diabo, o mais famoso do grupo. Numa área subterrânea, onde ficam centenas de barris de carvalho, os visitantes assistem a vídeos de animações que mostram que o Don Melchor de Concha Y Toro, fundador da vinícola em 1883, após sucessivos roubos em sua adega, inventou a história de que o “diabo” vivia ali. O boato pegou e os ladrões desapareceram. Detalhe: das mais de 9 milhões de caixas de vinhos produzidas pela empresa, cerca de 6 milhões delas são deste rótulo. Além do novo Centro de Vinho, os tours ali incluem um passeio por um parque centenário, com mais de 10 000 tipos de plantas; a visitação a um jardim de variedades (com 26 tipos de uva) e uma degustação. Entre os vinhos da Concha Y Toro mais famosos vendidos no Brasil estão, claro, o Casillero del Diabo, o Amelia e o Marques de Casa Concha.

Visitação: Recebendo mais de 200 000 turistas por ano, 60% deles brasileiros, a vinícola oferece tours que variam entre 35 000 e 50 000 pesos, por pessoa. O visitante tem ainda a chance de estender a experiência no wine bar ou no restaurante da propriedade. https://enoturismo.conchaytoro.com/

Viña Haras de Pirque: localizada numa localidade com tradição em criação de cavalos, a vinícola, construída no formato de uma ferradura, oferece vários tours aos visitantes
Viña Haras de Pirque: localizada numa região com tradição em criação de cavalos, a vinícola, construída no formato de uma ferradura, oferece vários tours aos visitantes (Sofia Cerqueira/VEJA)

VIÑA HARAS DE PIRQUE:

Rodeado pela Cordilheira dos Andes, o local é conhecido pelos vinhos de alta gama, por suas características sustentáveis e pela arquitetura peculiar. A vinícola boutique foi projetada no formato de uma ferradura, visível do alto, homenageando a tradição equestre daquela região e a paixão do ex-proprietário por cavalos. Fundada pelo empresário chileno Eduardo Matte nos Anos 1990, a Haras de Pirque passou integralmente, em 2017, para as mãos da família italiana Antinori, com 600 anos de tradição em vinicultura. Além da marca chilena, os donos são donos de vinte vinícolas na Europa e três nos Estados Unidos.

Do alto de um terraço, logo na entrada do Haras de Pirque e onde começam os tours pela propriedade, é possível ver boa parte dos seus 90 hectares dedicados ao cultivo de uvas – como Cabernet Saouvignon, Cabernet Franc e Carmenérè. Para a produção de vinhos brancos, a vinícola recorre a pequenos produtores de regiões mais costeiras. Hoje, a empresa produz 400 000 litros da bebida por ano, divididos em sete rótulos. Há dez anos, os visitantes podem conhecer todo o processo de vinitificação da propriedade, que fica nos arredores de Santiago e usa um estilo de adega gravitacional. Em outras palavras, a construção aproveita a inclinação natural do terreno para movimentar o líquido, ainda em produção, por gravidade, evitando o uso excessivo de bombas e preservando a qualidade da uva. Na lista de vinhos Haras de Pirque vendidos no Brasil estão o Albis, o Hussonet e o Albaclara.

Visitação: A vinícola, que também conta com espaço para eventos, tem várias opções de tours, que duram entre 1h e 2h. A visitação parte de 28 000, por pessoa, com degustação de 3 vinhos, chegando a 125 000 pesos, por pessoa, a visitação que inclui degustação de 6 vinhos, tábua de frios e uma garrafa de presente. Há ainda a opção de participar de uma experiência ao pôr do sol, seguida de jantar harmonizado. https://haraswines.com/

 

Siga também o perfil no Instagram @omundodesofia_cerqueira Com o olhar cultivado em redações por mais de 30 anos, convido você a viajar pelo mundo, por aqui. Nesse amplo e diversificado roteiro, cabem um destino encantador, uma suíte especial, uma experiência única, uma curiosidade do setor e tudo mais que possa instigar quem está de malas prontas ou sonha em pôr o pé na estrada.

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