Novo iPhone pode custar até R$ 3500 mais caro – entenda de quem é a culpa
Alta dos componentes usados na fabricação deve pesar na tabela que a Apple revela na próxima quarta, dia do lançamento da linha 18
Especialistas dos Estados Unidos estimam que o iPhone 18, cujo lançamento acontece na quarta (9), vai custar até US$ 300 mais caro – o equivalente a R$ 1547 pelo câmbio de hoje.
É a velha questão da oferta e da procura, mas não exatamente do jeito que você pensa.
Claro, ainda há milhões de consumidores interessados no produto, mas o que periga encarecê-lo MESMO é a disputa não pelo aparelho, mas pelos COMPONENTES usados em sua fabricação. E a culpa disso é da inteligência artificial.
Mas o que a IA tem a ver com aumento de iPhone?
Você deve ter percebido que a gente vive hoje a Era de Ouro da IA, com empresas investindo trilhões no desenvolvimento dos modelos, numa corrida para se consolidar na liderança do segmento.
IAs cada vez mais avançadas precisam de data centers com quantidades gigantescas de chips de memória. Por causa disso, mais empresas passaram a disputar esses componentes, que ficaram mais caros.
Isso já tinha impactado no segmento de computadores. O efeito já apareceu nos computadores. Nos Estados Unidos, 32 GB de memória RAM para computador chegaram a custar cerca de US$ 400 em agosto, mais de quatro vezes o menor preço registrado antes dessa escassez.
Os iPhones parecem, portanto, ser a nova fronteira do preço alto impulsionado pela procura aquecida que a IA provocou.
Calcular preços é uma operação complexa, e com certeza os chips não são o único fator. Entram nessa conta incrementos em componentes das câmeras, além da expectativa gerada em torno do primeiro iPhone dobrável – e Apple não disse que vai lançar esse modelo, mas há quem considere garantido que ele vem aí.
Os preços da linha 18 em dólar: uma estimativa
Estima-se que a nova linha, devido a essa combinação de fatores, custará entre USS$ 100 e US$ 300 a mais. No cenário mais caro, o iPhone 18 Pro poderia passar dos atuais US$ 1.099 para US$ 1.399, enquanto o Pro Max sairia de US$ 1.199 para US$ 1.499. Se a gente fizesse uma mera conversão para a moeda brasileira, daria R$ 7.730, mas os preços praticados nunca seguem apenas essa lógica.
Taxas, impostos e outros elementos influenciam o preço final. Hoje, no Brasil, o iPhone 17 Pro parte de R$ 11.499 e o Pro Max de R$ 12.499. Ou seja, não dá para simplesmente converter os possíveis US$ 300 extras em reais e somá-los ao preço brasileiro.
Mas seria muito chato não tentar calcular, vai. Então, como colunista de IA que sou, incumbi o ChatGPT de fazer essa estimativa – e depois mandei o Claude calcular também, para me certificar. Adoro jogar IA contra IA, recomendo que você faça isso sempre, viu?
Modelo mais caro pode custar até R$ 16.000
Bom, e o que eles disseram? Se a Apple mantiver no Brasil uma relação de preços parecida com a atual, um aumento de US$ 300 nos aparelhos originais poderia levar o iPhone 18 Pro para algo perto de R$ 14.600 e R$ 15.000 e o Pro Max para até R$ 16.000.
Pessoal, aumentar de R$ 12.500 pra R$ 16.000 seria um salto salgado de cifras, não? Fiquei tão espantado que até coloquei uma aliteração na frase anterior.
Mas pode ser que o aumento não seja tão assustador. Acho importante apontar que a Apple pode decidir trabalhar com uma margem menor, escolher ganhar menos para evitar espantar parte da clientea. Será? No dia 9 saberemos.
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Alvaro Leme é doutorando e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, jornalista e criador do podcast educativo Aprenda







