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Consumo cai em junho, mostra Santander, mesmo com Copa do Mundo

Indicador do Santander mostra queda em serviços e varejo em junho

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jul 2026, 16h00
Consumo cai em junho, mostra Santander, mesmo com Copa do Mundo Priorizar nos meus resultados Google

O consumo das famílias perdeu fôlego em junho, segundo o IGet, indicador do Santander elaborado em parceria com a Getnet a partir de transações no mercado de adquirência. O dado acendeu um alerta no banco: nem mesmo o efeito Copa do Mundo foi suficiente para evitar a queda agregada da atividade.

Nos serviços prestados às famílias, o recuo foi de 5,9% em relação a maio, devolvendo a sequência positiva observada nos três meses anteriores. A queda foi puxada por alojamento e alimentação, que cedeu 6,5%, enquanto outros serviços às famílias recuaram 1,2%. Na comparação anual, o segmento ainda aparece em queda de 7%.

O varejo também sentiu o baque. O IGet ampliado caiu 1,4% no mês, enquanto o varejo restrito teve baixa de 0,2%. O desempenho negativo foi espalhado: combustíveis caíram 4,9%, vestuário 4,6%, móveis e eletrodomésticos 4,4%, materiais de construção 3,9% e automóveis, partes e peças 2,5%.

Para o Santander, os números reforçam a leitura de desaceleração da economia no segundo trimestre, com os juros altos ainda pesando sobre a demanda e os estímulos fiscais do início do ano perdendo potência.

“Os dados de junho reforçam uma perda de tração da atividade econômica, especialmente nos segmentos mais sensíveis à renda disponível e ao crédito. Após meses de desempenho positivo, serviços prestados às famílias e varejo voltaram a recuar, sugerindo que os efeitos da política monetária contracionista seguem presentes e que os estímulos fiscais do início do ano começam a perder força. Mesmo com eventos de grande apelo, como a Copa do Mundo, que tendem a impulsionar consumo em alimentação, bares, restaurantes, supermercados e bens ligados ao entretenimento, o resultado agregado de junho indica que esse efeito não foi suficiente para compensar a desaceleração mais ampla da demanda”, afirma Henrique Danyi, economista do Santander.

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