Não é um programa eleitoreiro, diz CEO do Santander sobre Desenrola 2.0
Executivo pondera que programa não deve resolver o problema da inadimplência da PF na carteira do banco
Em meio as críticas políticas ao programa Desenrola 2.0, que prevê descontos de até 90% no valor das dívidas das pessoas físicas inadimplentes, o CEO do Santander, Mario Leão, saiu em defesa do programa. Em evento de divulgação dos resultados nesta quarta-feira, 29, o executivo comentou que a medida não é uma programa eleitoreiro e sim algo necessário em meio ao cenário macroeconômico desafiador.
“Não é uma medida eleitoreira, é algo extremamente necessário. Isso porque a renda das famílias não cresceu nos últimos anos como o esperado, o que tem impactado a adimplência. Estamos sendo ouvidos e negociando com o governo os detalhes finais do programa que deve sair nos próximos dias”, afirma Leão.
Questionado por VEJA se o programa teria algum impacto para aliviar a inadimplência da pessoa física na carteira do banco, o executivo comentou que não vê um impacto tão significativo. No entanto, ele acredita que o novo desenrola deve ser melhor que o primeiro, pois a nova etapa será dentro das plataformas dos bancos, o que aumenta a capacidade de negociação.
A inadimplência da pessoa física encerrou o primeiro trimestre de 2026 no Santander em 4,9%, alta de 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado. O passa por essa situação diante do cenário macroeconômico desafiador.
Segundo dados do Serasa, o Brasil conta com 82,8 milhões de pessoas em março de 2026 inadimplentes. Por isso, o governo deve lançar o desenrola 2.0 na próxima sexta-feira, 1° de maio. Vale lembrar que os descontos de até 90% das dívidas tendem a ser financiados com aporte de 10 bilhões de reais do Tesouro. As informações finais do programa devem ser confirmadas na data de lançamento.







