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O preço da guerra na inadimplência, segundo o setor do comércio

CNC prevê piora com alta no petróleo

Por Veruska Costa Donato 7 abr 2026, 10h30 | Atualizado em 7 abr 2026, 10h40
  • A pesquisa de endividamento da Confederação Nacional do Comércio, divulgada a pouco, mostra que o brasileiro segue contando moedas para pagar o que deve com o orçamento apertado. O percentual de famílias endividadas subiu de 80,2% em fevereiro para 80,4% em março. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o avanço é mais expressivo ainda: era 77,1%. Mesmo com essa alta, a sensação não é de piora abrupta, mas de um endividamento que permanece elevado e persistente, sem espaço para quedas rápidas.

    Já a inadimplência ficou praticamente parada, segundo a CNC. O percentual de contas em atraso permaneceu em 29,6%, enquanto houve leve redução de 0,3 ponto percentual entre aqueles que dizem não ter condições de pagar o que devem — de 12,6% para 12,3%. Por outro lado, o tempo médio das dívidas atrasadas subiu para 65,1 dias, o maior nível desde dezembro de 2024. Outro dado chama atenção: 56,1% das famílias têm entre 11% e 50% da renda comprometida com débitos, sinal claro de que o orçamento continua pressionado.

    Apesar disso, a entidade vê um pequeno respiro. A leitura é de um alívio marginal, puxado principalmente pela leve melhora na percepção de continuidade da inadimplência. Ainda assim, o alerta permanece: o endividamento deve continuar alto no primeiro semestre, até que a flexibilização da política monetária chegue de fato ao consumidor. Quanto à inadimplência, o cenário dependerá dos preços — especialmente combustíveis — que podem sofrer impacto da guerra no Oriente Médio e, mais uma vez, pesar no bolso das famílias.

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