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Zero corte ou redução menor da Selic? Mercado dividido

São poucos os que mantêm a aposta num corte de meio ponto percentual - veja no programa Mercado

Por Veruska Costa Donato 17 mar 2026, 06h33 | Atualizado em 17 mar 2026, 10h01

A semana da Superquarta começou o dia  com o mercado mais comedido — e talvez mais realista. A reunião do Banco Central (Copom), que se inicia nesta manhã, chega cercada por um ambiente externo barulhento e imprevisível. A XP Investimentos já puxa o freio: vê manutenção da Selic diante dos riscos no fornecimento global e da escalada do petróleo, combustível direto da inflação. Entre os economistas, ainda existe quem aposte em corte, mas a régua desceu — fala-se mais em 0,25 ponto percentual. Redução de meio ponto virou quase peça de museu.

Esse tom mais cauteloso não é exclusividade brasileira. Pelo contrário: ele ecoa pelo mundo. A semana concentra decisões de política monetária nas principais economias, com destaque para Banco Central Europeu e Banco do Japão. No centro das atenções, a guerra no Oriente Médio segue como variável-chave, afetando diretamente o preço da energia e, por consequência, as decisões de juros. É o tipo de choque que não se resolve com canetada de banco central — e por isso mesmo impõe cautela.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve manter os juros entre 3,50% e 3,75%, mas o mercado quer mesmo é decifrar o tom de Jerome Powell em sua penúltima reunião no comando. A dúvida é clara: até que ponto o Fed enxerga a inflação reacelerando com o petróleo mais caro? A resposta vai ajudar a calibrar o humor global — e, por tabela, o espaço de manobra do Brasil. O comunicado do BC brasileiro também vai passar pelo radar do mercado – se haverá possibilidade de uma redução nos juros nos próximos meses. No fim das contas, a decisão da Selic sai amanhã após as 18h30, mas o veredito já parece ensaiado: menos euforia, mais prudência.

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