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Análise com mil empresas diz que 93% pagarão mais com reforma tributária

Calculadora da consultoria ROIT aponta que só 7% das companhias terão neutralidade tributária ou cenários favoráveis com as mudanças

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2024, 17h01 | Atualizado em 8 Maio 2024, 16h53
Análise com mil empresas diz que 93% pagarão mais com reforma tributária Priorize VEJA no Google

Depois de analisar os dados fiscais de mais de 1.000 empresas com sua calculadora, a consultoria ROIT afirma que 93% desses empreendimentos passarão a pagar mais com a reforma tributária, seja pelo aumento da carga, pela maior necessidade de caixa para capital de giro ou pelo aumento dos preços cobrados por fornecedores.

O modelo de inteligência da ROIT usa dados do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), em uma operação com todas as informações enviadas pelas empresas à Receita Federal, e recompõe todas as bases tributárias para calcular seus efeitos a partir da reforma.

Segundo a consultoria, o faturamento anual conjunto das empresas analisadas passa de 1,3 trilhão de reais. A ROIT diz que, das mais de 1.000 companhias, só 7% terão neutralidade tributária ou cenários favoráveis com a emenda constitucional promulgada em 2023.

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“O que muita gente imagina é que a reforma vai apenas aumentar ou reduzir a carga tributária, mas isso é um efeito praticamente irrelevante no contexto completo”, afirma Lucas Ribeiro, CEO da ROIT.

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Os números da calculadora mostram que 73% das empresas terão de aumentar os preços para clientes finais, ou seja, consumidores; 87% cobrarão mais de clientes intermediários; e 47% terão perda “significativa” de margem de lucro.

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“Haverá uma necessidade de mudança da sistemática de gestão financeira, em razão da imposição de lançamento dentro de cada mês de todas as compras, com documentos fiscais”, diz o CEO da consultoria. “Essas empresas, em especial do Simples Nacional e do lucro presumido, devem identificar um aumento de honorários contábeis de forma expressiva, principalmente entre 2026 e 2032, com a necessidade de operacionalização adicional dos novos tributos e aplicação das regras de transição”, acrescenta.

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