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Toffoli confirma grampo ilegal da Lava Jato contra Youssef

Ministro enviou detalhes da investigação a diferentes órgãos para adoção de providências sobre o caso

Por Pedro Pupulim Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 nov 2024, 10h10 | Atualizado em 21 nov 2024, 17h48
Toffoli confirma grampo ilegal da Lava Jato contra Youssef Priorizar nos meus resultados Google

Em decisão que confirma que investigadores instalaram grampo ilegal na cela de Alberto Youssef quando ele estava preso no Paraná, durante a primeira fase da Lava Jato, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que a Justiça de Curitiba encaminhe os documentos relacionados ao caso à PGR, à AGU, ao CGU, ao TCU, ao Ministério da Justiça, à Diretoria da Polícia Federal e à Presidência do Congresso Nacional para que procedam com as providências que entenderem cabíveis.

A decisão decorre de um pedido feito pela defesa de Youssef em setembro de 2023, no qual os advogados pedem que o hoje senador Sérgio Moro (União Brasil-PR), à época juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, seja investigado pela instalação do grampo. O sigilo desse pedido, no entanto, foi levantado pelo ministro nesta manhã no âmbito de sua decisão.

No documento, Toffoli também ressaltou que o MPF investigou cinco delegados e um agente da PF por terem supostamente feito parte da “operação” que instalou os equipamentos na cela do doleiro. O órgão, contudo, não teria encontrado indícios de crime por parte desses investigados e pediu o arquivamento do caso, que foi deferido pela Justiça. Não houve pedido de recurso dessa decisão.

Como mostrou o Radar, a autorização para acessar os dados do processo que investiga a escuta clandestina foi concedida à defesa de Youssef em julho deste ano pelo juiz substituto da Justiça de Curitiba, Guilherme Roman Borges. Segundo a defesa do doleiro, a mídia com as gravações clandestinas sempre esteve guardada na secretaria da Vara e que isso “estranhamente” foi omitido dos juízes que substituíram Moro.

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