Oferta hexa: Assine por apenas 7,99
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Juros bancários cairão mais, diz Setubal

Por Marcio Aith, na Folha: Desde o início do atual ciclo de corte de juros, em janeiro, o Banco Central já reduziu a taxa básica da economia, a Selic, em cinco pontos percentuais. Mas os bancos privados não repassaram todo esse alívio a empresas e consumidores de forma proporcional, sob a alegação de que a […]

Por Reinaldo Azevedo 26 jul 2009, 08h01 | Atualizado em 5 jun 2024, 21h17
Juros bancários cairão mais, diz Setubal Priorizar nos meus resultados Google

Por Marcio Aith, na Folha:
Desde o início do atual ciclo de corte de juros, em janeiro, o Banco Central já reduziu a taxa básica da economia, a Selic, em cinco pontos percentuais.
Mas os bancos privados não repassaram todo esse alívio a empresas e consumidores de forma proporcional, sob a alegação de que a inadimplência subiu muito, anulando em parte os esforços do BC.
Roberto Setubal, 54, presidente-executivo do Itaú Unibanco, diz que a inadimplência tende agora a cair, o que permitirá aos bancos reduzir mais rapidamente as taxas aos clientes -mesmo se o BC não fizer cortes adicionais à Selic. “Estamos provavelmente passando pelo pico da inadimplência”, disse Setubal em entrevista à Folha. “As taxas de empréstimos podem cair muito mais à medida que a inadimplência se reduza.”
Segundo Setubal, o maior componente do “spread” bancário é exatamente o nível de perdas dos bancos, que atingiram seu recorde histórico. “Este tem sido um ano muito ruim para o crédito em todos os aspectos. Os volumes não estão crescendo como anteriormente, o que não é bom para o mercado financeiro, para os bancos e para o crescimento”, disse Setubal. “A inadimplência está muito alta. Estamos batendo os picos históricos de inadimplência. Já há algum sinal de melhoria, mas as perdas são grandes.”
“Spread” é o nome dado à diferença entre os juros que os bancos pagam para quem aplica seu dinheiro neles e a taxa cobrada pelas instituições para repassar esse mesmo dinheiro a quem precisa de empréstimo.
Nessa diferença, estão embutidos os custos administrativos dos bancos e a taxa de inadimplência -além, é claro, do lucro. Quanto maior for a inadimplência, portanto, maior tende a ser o “spread”.
Até a primeira quinzena de maio, a taxa Selic havia recuado 3,5 pontos percentuais, de 13,75% anuais para 10,25% (desde então ela já caiu para 8,75% ao ano). No período, a taxa média para pessoas físicas recuou dez pontos percentuais, de 57,9% ao ano para 47,9%.
Proporcionalmente, a taxa Selic recuou mais do que os juros bancários: a queda de 3,75 pontos corresponde a uma redução de 25%, enquanto a diminuição no custo dos empréstimos foi de 17%. Setubal também fez um alerta à estratégia agressiva adotada pelos bancos oficiais para forçar a queda dos juros.
“O governo procurou usar os bancos públicos como mais um elemento para estimular a economia. Entendo isso como uma medida contracíclica válida por um período”, disse Setubal. “Mas é impossível imaginar que eles possam operar de forma sustentável em condições muito abaixo daquelas em que o mercado opera.”

 Juros bancários cairão mais, diz Setubal

FOLHA – Como o senhor vê a reação da economia brasileira à crise?
ROBERTO SETUBAL
– Sempre acreditei que o Brasil se recuperaria melhor do que o resto do mundo por suas virtudes macroeconômicas, pela solidez do sistema financeiro e pela inexistência, aqui dentro, das causas que levaram à deflagração da crise lá fora. Isso de fato está ocorrendo. A surpresa é a velocidade de recuperação. Estamos hoje num ritmo de crescimento de 4% ao ano, o que é extraordinário. O número de 2009 provavelmente será zero porque partimos de uma base mais baixa, mas, na margem, o crescimento é espantoso.
(…)
SERRA OU DILMA?

FOLHA – Como o senhor vê uma eventual disputa para a Presidência entre o governador José Serra e a ministra Dilma Rousseff?
SETUBAL
– O Itaú sempre procurou apoiar a democracia contribuindo de forma equilibrada para os vários candidatos. Evidentemente procuramos contribuir mais para os partidos que partilhavam nossos ideais. Mas de forma muito equilibrada. E exclusivamente dentro das regras. Nunca pedimos nada em troca de contribuições.

FOLHA – Há algum risco eleitoral na campanha de 2010?
SETUBAL
– O Brasil adquiriu um nível alto de maturidade política e de equilíbrio econômico. Houve uma institucionalização das políticas econômicas. Na campanha, iremos ver algumas diferenças mais claras. Vai ser interessante analisar as propostas de um e de outro, mas não há risco de revermos 2002.

FOLHA – Serra ou Dilma?
SETUBAL – Só vou dizer uma coisa: Os dois têm a mesma qualidade de serem firmes em suas convicções e seus credos, de serem administradores com objetivos claros e muito pragmáticos em função dos benefícios pretendidos para a população. Aqui

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00) + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).