A grande decepção do streaming do ano, apesar de ótimos atores
Retrospectiva GENTE: 2024 foi de bons momentos, mas houve tropeços – relembre alguns
Que o streaming já chegou e se consolidou no mercado audiovisual brasileiro com força, disso ninguém duvida. Estão aí os números que comprovam. Porém, mesmo com vários títulos que deram o que falar ao longo do ano, há tropeços que merecem ser mencionados.
Apesar de todo o alarde com o lançamento, O Problema dos 3 Corpos não fez jus ao título de “um dos maiores lançamentos da Netflix para o ano”. Com nomes de peso na produção, como os criadores de Game of Thrones, e a promessa de ser o novo Dark, a expectativa foi alta. O resultado? Baixo. A série foi rapidamente esquecida. Problema maior teve a Netflix com outra produção aguardada, Senna, que diminuiu a participação da personagem de Adriane Galisteu ao dar maior ênfase na relação do piloto com Xuxa. O público chiou, e com razão.
No Globoplay, a espera de As Five, que traz o reencontro das protagonistas de Malhação: Viva a Diferença, não fez qualquer “diferença” em sua nova temporada. Outra bastante aguardada, O jogo que mudou a história prometia ser um arrasa-quarteirão. Ambientada durante as décadas de 1970 e 1980, a série retrata a gênese da organização das facções criminosas do Rio de Janeiro e como uma partida de futebol influenciou para a eclosão de uma guerra que durou 25 anos. Repleta de diálogos clichês e atuações fraquíssimas, a produção não disse a que veio. Além da fotografia escura, que incomoda do início ao fim.
Já no Max, adaptação da obra literária de Paulo Lins, a série Cidade de Deus contou com uma trama ambientada após o filme de 2002. Quase ninguém repercutiu. Faltou o charme do livro e a estética inovadora do filme. É pena.
Na mesma proposta de se inspirar em algo que vinha de tremendo sucesso, a continuação de Os Outros, no Globoplay, mostrou novos causos do condomínio Barra Diamond. Sem a criatividade tensa da primeira temporada, a série deixou a desejar – principalmente pelo que tanto apresentou de início. Faltou esmero do roteiro e mais surpresas que, de fato, prendessem a atenção do público. Se em 2023, entrou como o grande destaque, agora sua continuidade, veja só, é, na opinião da coluna GENTE, a decepção do ano.






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