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Claudia Leitte se defende de acusações de intolerância religiosa

Ministério Público abriu investigação após polêmica em alteração de música

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 abr 2026, 18h22
Claudia Leitte se defende de acusações de intolerância religiosa Priorizar nos meus resultados Google
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Cláudia Leitte voltou a comentar a polêmica envolvendo a alteração de uma letra de música em que substituiu a referência a Iemanjá por “Yeshua”, o que gerou acusações de intolerância religiosa e abriu investigação do Ministério Público da Bahia. Segundo a cantora, a mudança não teve intenção de ofensa, mas foi uma escolha ligada à sua fé e ao modo como passou a se expressar artisticamente.

“Eu faço isso desde que me converti. Tem a ver com a minha busca. Sempre quis Deus, sempre quis mais do que os meus olhos podem ver”, justificou a artista, que é evangélica, em entrevista a um podcast. Ela reforçou que a decisão foi pessoal e não buscou atingir nenhuma religião específica, sustentando que o episódio acabou sendo interpretado de forma distorcida nas redes e no debate público.

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“O curioso foi que acabou o Carnaval do ano passado e saiu esse vídeo que é de 2013, 13 anos atrás. Não posso dizer que foi intencional, mas ficou estranho para mim. Estava lá: matéria paga. Um vídeo de 13 anos, tirado de contexto, [compartilhado] como se fosse de agora. Essas ‘narrativas’ são meio estranhas”, declarou.

A polêmica começou após a circulação de um vídeo em que a artista modifica a letra de Caranguejo, tradicional do axé, retirando a saudação a uma orixá. O caso levou à abertura de inquérito e a questionamentos sobre possível violação de direitos de comunidades de matriz africana. A defesa dela segue a linha de que artistas têm liberdade para reinterpretar obras e que a alteração reflete convicções pessoais, não uma tentativa de ataque religioso.

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