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Salgueiro empolga e Vila decepciona na segunda noite de desfiles

Penúltima noite de apresentações do Grupo Especial ocorreu nesta segunda-feira, 3

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 mar 2025, 05h40 | Atualizado em 4 mar 2025, 18h14
Salgueiro empolga e Vila decepciona na segunda noite de desfiles Priorize VEJA no Google

A segunda noite de desfiles da Marquês de Sapucaí foi marcada por erros técnicos em algumas agremiações. A Unidos da Tijuca, que começou o seu desfile pontualmente, às 22h, homenageou o orixá Logun Edé. Sem grandes impactos nas alegorias e com um samba mediano, a escola passou morna, apesar de toda a expectativa ao redor do enredo, tão aguardado pela comunidade do Borel. A cantora Anitta, uma das compositoras do samba, não compareceu. A bateria desfilou sem sua rainha, já que Lexa está afastada por motivos de saúde após a perda de sua filha, Sofia, durante a gestação. A agremiação deve ficar fora do grupo das campeãs.

Segunda a passar pela Avenida, a Beija-Flor de Nilópolis emocionou com uma homenagem ao diretor e carnavalesco Laíla, morto em 2021, vítima de complicações da covid-19. Ao mostrar a religiosidade de Laíla, a azul e branco trouxe toda a garra típica de seus grandes desfiles. Em duas alegorias, porém, a falta de destaques pode complicar o sonho de uma apresentação perfeita pelo campeonato.

Já o Salgueiro trouxe o misticismo em torno das crenças do corpo fechado, mostrando bastante apuro estético em suas alegorias e fantasias. O samba conseguiu animar as arquibancadas, com destaque ao primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Marcella Alves foi envolvida em polêmicas no pré-Carnaval por causa do envolvimento com o presidente da Viradouro, Marcelinho Calil, até então casado. Pela performance na avenida, isso não a abalou. Marcelinho, inclusive, acompanhou o desfile da agremiação.

Encerrando a noite, a Vila Isabel apresentou um enredo bastante criticado pelos sambistas, sobre os mitos e assombrações do folclore nacional, misturados a personagens do cinema americano. Ao trazer uma alegoria de Halloween, com diversos componentes fantasiados, a escola chocou por ter algumas pessoas com trajes indígenas. Também foi muito problemático o abre-alas, que trazia Martinho da Vila, baluarte da agremiação da Zona Norte do Rio, em cima de uma caveira. Na concentração, o cantor já havia mostrado que não se empolgava com o enredo de Paulo Barros. O samba, que já era apontado como um dos mais fracos da safra de 2025, se mostrou sem qualquer mérito para levar as arquibancadas ao delírio.

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O ponto alto foi mesmo a passagem de Sabrina Sato, que, mais uma vez, conseguiu empolgar junto a sua bateria. O enredo confuso e sem linearidade deve comprometer a escola, colocando-a na ponta de baixo da tabela. Desse modo, a terceira noite de desfiles, aguardada para esta terça-feira 4, promete ainda mais ansiedade aos torcedores, pois nada está definido. Se até agora nenhuma delas desfilou com pinta de campeã, Mocidade, Portela, Grande Rio e Paraíso do Tuiuti sonham alto para fazer bonito mais uma vez.

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