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Drapeado: o clássico que desenha o corpo e Cannes colocou no radar

Dos vestidos ampulhetas do tapete vermelho às versões mais fáceis para o dia a dia, o tecido franzido volta à cena

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 Maio 2026, 16h21
Drapeado: o clássico que desenha o corpo e Cannes colocou no radar Priorize VEJA no Google

Em meio ao festival de plumas, transparências e vestidos monumentais de Cannes, um detalhe diferente apareceu repetidamente nos looks mais comentados do evento: os drapeados. E não só como mero acabamento, mas como protagonista. O tipo de recurso de moda capaz de transformar um vestido simples em uma produção que cria, quase instantaneamente, uma silhueta mais elegante.

O exemplo mais forte veio de Demi Moore (sempre ela) em Cannes. Seu vestido lilás esvoaçante da Gucci, marcado por drapeados estratégicos na cintura, ajudava a criar aquele efeito ampulheta clássico que Hollywood ama desde os anos 1950. Logo depois, outros modelos seguiram a mesma lógica: tecidos torcidos, franzidos diagonais e pregas suaves, principalmente na altura do quadril, desenhavam o corpo e criavam movimento na caminhada — algo que a câmera, claro, adora.

Vale dizer que o drapeado atravessa séculos na moda. Vem das túnicas greco-romanas, passa pelas deusas esculpidas em mármore, reaparece nos vestidos enviesados dos anos 1930 e ganha força máxima na era dourada de Hollywood, quando estilistas como Madame Grès transformaram metros de tecido franzido em verdadeiras esculturas. Mais tarde, nos anos 1980 e 2000, o recurso voltou em vestidos ajustados que valorizavam a cintura e os quadris. Agora, ressurge menos exagerado e mais sofisticado.

Existe também uma razão prática para seu retorno. Em tempos de obsessão por modelagens que “vestem bem” no corpo real — e não apenas na passarela — o drapeado funciona como um truque de styling. Ele cria profundidade, suaviza marcas, alonga a silhueta e ajuda a estruturar a peça sem precisar de excesso de costura ou rigidez. O resultado é sensual, mas confortável.

Nas próximas temporadas, ele deve aparecer muito além dos vestidos de festa. Em versões mais urbanas, surge em tops de malha franzidos, saias midi com torções laterais, vestidos minimalistas com cintura marcada e até camisetas com pregas sutis na lateral. A chave está justamente nesse equilíbrio entre drama e facilidade.

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Para usar no dia a dia, vale prestar atenção em alguns pontos. Drapeados na diagonal costumam alongar. Concentrados na cintura ajudam a criar curvas. Já os mais suaves, em tecidos fluidos, trazem um ar despretensioso que funciona especialmente bem com rasteiras e sandálias minimalistas

Depois de temporadas dominadas por visuais retos e quase austeros, a moda parece voltar a gostar da ideia de roupas que acompanham o corpo — e não escondem sua presença. De figurino antigo, agora voltar a ocupar o centro da cena.

Veja os looks:

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Demi Moore veste Gucci
Demi Moore veste Gucci (JB Lacroix/FilmMagic/Getty Images)

 

Daisy Edgar-Jones veste Balenciaga
Daisy Edgar-Jones veste Balenciaga (JB Lacroix/FilmMagic/Getty Images)
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Nour Ghandour veste Rami Kadi
Nour Ghandour veste Rami Kadi (Mike Marsland/Mike Marsland/WireImage/Getty Images)

 

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Imagem sem texto alternativo Heidi Klum veste Elie Saab (Mustafa Yalcin/Anadolu/Getty Images)
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Taylor Russell veste Dior
Taylor Russell veste Dior (Stephane Cardinale - Corbis/Corbis/Getty Images)
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