🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!
Imagem Blog

Vitrine

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Das passarelas às ruas, a moda em movimento

Na Dior, Jonathan Anderson mostra que o sol nasce para todos

Estilista consolida deu olhar sobre a maison com coleção sob o signo do Rei Sol e ilumina um novo classicismo em transição

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 mar 2026, 14h30 | Atualizado em 4 mar 2026, 15h02
Na Dior, Jonathan Anderson mostra que o sol nasce para todos Priorizar nos meus resultados Google

“Depois das mulheres, as flores são as criações mais divinas.” A frase é de Christian Dior e, de alguma forma, ecoava silenciosamente nos Jardins das Tulherias, em Paris, enquanto o sol — inesperado, quase insolente para o início de março — banhava o cenário armado ao redor de um espelho d’água octogonal. Assim, foi apresentado o outono/inverno 2026 da Dior, que nasceu sob o calor de primavera, como se a estação já não obedecesse somente ao calendário, mas ao que o mundo precisa.

Desde 2020, a maison desfila nas Tulherias, numa parceria com o Museu do Louvre, para restaurar um dos jardins públicos mais antigos da capital francesa e berço da moda. Ali, onde Catarina de Médici plantou poder e Luís XIV — o Rei Sol — consolidou espetáculo, Jonathan Anderson encontrou o palco ideal para afirmar e consolidar sua própria narrativa na Dior.

Anderson mergulha de vez nos códigos do século XVIII, transformando-os em assinatura. Casacos desconstruídos, jaquetas peplum, saias com anquinhas suavizadas, rendas Chantilly e jacquards metálicos compõem um guarda-roupa aristocrático que, paradoxalmente, quer a luz do dia. “Queria roupas que funcionassem sob o sol”, disse ele, consciente de que as coleções chegam às lojas em junho e, assim, dissolvendo de vez a lógica rígida das estações.

A silhueta Dior também ganhou mais nitidez, surgindo mais leve e solta. A jaqueta Bar reaparece em tweed Donegal, alongado e menos rígido. Blazers menores dialogam com saias em formato abajur, enquanto vestidos-gaiola em espiral — vistos na alta-costura — retornam como nuvens de pregas suaves. O pied-de-poule surge em trompe-l’oeil sobre casacos plissados à mão, e tecidos da alfaiataria masculina encontram inesperada delicadeza, muito bem-vinda, por sinal.

Continua após a publicidade

Há também pragmatismo. Calças de seda marfim com botões forrados, jeans com bordados de fita, robe coats usados como vestido. Peças de entrada, mais diretas, que aproximam a passarela da boutique, um claro movimento estratégico em que o luxo revê excessos após a euforia pós-pandemia. Anderson admite tentativa e erro, e uma construção paciente, sobretudo no universo das bolsas. Nada de fórmulas fixas ou uniformes únicos. Sua Dior quer ser reconhecível pela mão, não pelo molde.

O resultado é um classicismo em mutação. Aristocrático, mas menos hermético. Histórico, mas respirável. Em tempos de incerteza econômica e climática, talvez a resposta esteja nessa luz democrática que invadiu o desfile: o sol não escolhe público. Ele apenas ilumina. E, sob ele, a Dior de Jonathan Anderson parece finalmente encontrar seu próprio brilho.

Continua após a publicidade
Dior outono/inverno 2026
Dior outono/inverno 2026 (Victor VIRGILE/Gamma-Rapho/Getty Images)

 

Dior outono/inverno 2026
Dior outono/inverno 2026 (Victor VIRGILE/Gamma-Rapho/Getty Images)
Continua após a publicidade

 

Dior outono/inverno 2026
Dior outono/inverno 2026 (Victor VIRGILE/Gamma-Rapho/Getty Images)
Continua após a publicidade

 

Dior outono/inverno 2026
Dior outono/inverno 2026 (Giovanni Giannoni/WWD/Getty Images)
Continua após a publicidade

 

Dior outono/inverno 2026
Dior outono/inverno 2026 (Giovanni Giannoni/WWD/Getty Images)
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).