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Das passarelas às ruas, a moda em movimento

Quem é a outra (e célebre) Sabrina no look de Sabrina Carpenter?

No Met Gala que pedia arte, a cantora entregou roteiro e memória em Dior que homenageia Audrey Hepburn

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 Maio 2026, 14h00 | Atualizado em 7 Maio 2026, 11h16

No tapete vermelho mais observado do planeta, em que a maioria decidiu dialogar com telas e esculturas, Sabrina Carpenter preferiu fazer diferente e acender o projetor. Em vez de pintar o corpo com referências clássicas, vestiu uma história inteira — a sua favorita. E assim, no MET Gala 2026, apareceu como quem atravessa uma tela: Sabrina sendo Sabrina.

O look, um Dior sob medida desenhado por Jonathan Anderson, transforma o cinema em matéria-prima. Tule leve, corte com fenda e, por cima, uma arquitetura delicada de tiras que parecem saídas de uma cabine de projeção: rolos de filme cravejados de brilho, revelando frames originais do longa “Sabrina”, eternizado por Audrey Hepburn. Se o olhar se aproxima, quase dá para flagrar, congelados em miniatura, Humphrey Bogart e William Holden dividindo a cena.

A escolha é uma pequena rebeldia elegante. O dress code dizia “Fashion is Art”; Sabrina respondeu com a sétima arte, deslocando o eixo da noite para um território mais íntimo. Um ato de referência, mas também de afeto. “Quanto mais louco, melhor”, ela brincou durante a transmissão ao vivo. E faz sentido: há filmes que não passam, ficam. Voltam em silêncio, frame a frame, até virarem parte de quem a gente é.

O vestido também conversa com a própria história do cinema. “Sabrina” (1954) rendeu o Oscar de figurino para Edith Head, embora muitos dos looks icônicos de Hepburn tenham saído das mãos de Hubert de Givenchy — inclusive o famoso “Sabrina dress”, de linhas limpas e sofisticação parisiense. Sabrina Carpenter vira esse código do avesso: onde antes havia tecido, agora há película; onde havia silhueta clássica, surge um vestido que literalmente projeta sua referência.

O acabamento reforça o espetáculo. As tiras ganham strass como se fossem pontos de luz numa sala escura, e o headpiece, combinado com joias Chopard, funciona como um fecho cintilante — quase um letreiro antigo anunciando a próxima sessão. Tudo com o savoir-faire da maison francesa, equilibrando técnica e imaginação sem perder leveza.

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No meio de tantas interpretações literais de “arte”, Sabrina escolheu contar uma história. Não citou um quadro, mas encarnou um filme. E, por alguns minutos na escadaria do MET, parecia que o mundo assistia à cena em que a moda deixa de ser roupa e vira narrativa visual. Como nos melhores clássicos, a imagem fica. E a de Sabrina sendo Sabrina, sem dúvida, pedirá replay.

Sabrina Carpenter veste Dior por Jonathan Anderson
Sabrina Carpenter veste Dior por Jonathan Anderson (Instagram @sabrinacarpenter/Reprodução)

 

Sabrina Carpenter: vestido é todo feito de rolo de filmes
Sabrina Carpenter: vestido é todo feito de rolo de filmes (Instagram @sabrinacarpenter/Reprodução)
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Detalhe do vestido de Sabrina Carpenter: cenas originais de Sabrina de Audrey Hepburn
Detalhe do vestido de Sabrina Carpenter: cenas originais de Sabrina de Audrey Hepburn (Instagram @sabrinacarpenter/Reprodução)

 

Luz, câmera, ação
Luz, câmera, ação (Instagram @sabrinacarpenter/Reprodução)

 

Sabrina Carpenter no MET Gala 2026: musa cinematográfica
Sabrina Carpenter no MET Gala 2026: musa cinematográfica (Instagram @sabrinacarpenter/Reprodução)
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