Ed Motta depõe sobre confusão em restaurante no Rio
Briga teria começado por causa da taxa de rolha do estabelecimento
O cantor e compositor Ed Motta prestou depoimento na manhã desta terça-feira, 12, na 15ª Delegacia Policial, na Gávea, Zona Sul do Rio, para esclarecer sua participação na confusão ocorrida no restaurante Grado, no Jardim Botânico, no dia 2. O artista chegou ao local pouco após às 10h da manhã, acompanhado por seus advogados.
Na semana passada, após ser intimado, ele havia justificado a ausência informando que estava viajando. O músico é investigado por injúria por preconceito contra um funcionário do estabelecimento, crime que prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos.
De acordo com relatos de funcionários à polícia, os desentendimentos começaram por causa da cobrança da taxa de rolha. O barman explicou que Ed Motta não costumava pagar a taxa quando frequentava o local sozinho ou apenas com a esposa, mas que, na ocasião, havia seis pessoas na mesa, o que motivou a cobrança.
Incomodado, o cantor teria proferido ofensas xenofóbicas contra nordestinos. Segundo o depoimento, Ed teria dito frases como: “Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”. Câmeras do local gravaram o momento em que o artista arremessa uma cadeira em direção a um funcionário.
Um dos amigos que acompanhava Ed Motta, Nicholas Guedes Coppim, também é investigado por lesão corporal após dar um soco e arremessar uma garrafa de vinho contra clientes durante a confusão. Nicholas ainda teria perguntado ironicamente a um funcionário: “Você gosta de mulher?”, o que deixou a vítima constrangida. O cantor prestou depoimento na sala da delegacia acompanhado por seus advogados e pelos responsáveis pela investigação.






