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Nova regra sobre assentos leva à retirada de passageira plus size de voo nos EUA

Decisão causou constrangimento e muitas acusações de descriminação contra a companhia

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 abr 2026, 21h00 | Atualizado em 1 abr 2026, 21h23
Nova regra sobre assentos leva à retirada de passageira plus size de voo nos EUA Priorizar nos meus resultados Google

Imagine o constrangimento: a americana Keirstyn Catron, de 24 anos, foi retirada de um voo que partiria do LaGuardia Airport, em Nova York, com destino a Houston, por não caber em uma poltrona convencional da aeronave. Antes disso, porém, uma funcionária perguntou se conseguiria se acomodar em apenas um assento. Mesmo dizendo que sim, a passageira foi informada de que precisaria de um segundo lugar. Como a aeronave estava cheia, foi orientada a sair do avião e acabou realocada em outro voo, já com dois assentos contíguos para acomodá-la.

Ela estava em um voo da Southwest Airlines, companhia que recentemente mudou sua política para passageiros “plus size”, passando a se alinhar às práticas adotadas por gigantes do setor como Delta Air Lines, United Airlines e American Airlines. Em vigor desde janeiro de 2026, a diretriz orienta que passageiros cujo corpo ultrapasse o limite físico do assento — demarcado pelo apoio de braço — comprem um segundo lugar antecipadamente. A decisão, que antes permitia maior flexibilidade e até reembolso em diferentes situações, agora é mais rígida: o ressarcimento só ocorre sob condições específicas, como a disponibilidade de assentos no voo.

No Brasil, a regra é mais genérica. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determina que as companhias garantam segurança e conforto a todos a bordo, o que, na prática, deixa a cargo das empresas interpretar o que isso significa em cada situação. Brecha que também dá espaço para constrangimentos e embaraços. 

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A Southwest defende que a medida garante conforto e segurança a todos os passageiros. O episódio, porém, deixa outra mensagem: expõe a fragilidade dos critérios adotados — muitas vezes subjetivos — e o potencial de constrangimento público, que pode chegar a humilhação. Em um cenário em que a popularização da aviação veio acompanhada da redução do espaço entre poltronas, que compromete o conforto até de passageiros com porporções medianas, cresce a tensão entre eficiência operacional e experiência — e dignidade — de quem viaja.

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