As críticas de Luiz Carlos Barreto a Temer e Bolsonaro
Produtor desaprovou gestão do cinema durante governos de direita
Um dos grandes nomes do cinema nacional, Luiz Carlos Barreto teve uma trajetória ativa na luta pelo desenvolvimento do audiovisual no Brasil. Morto nesta quarta-feira, 22, aos 98 anos, o produtor teceu críticas a governos que considerava responsáveis pela crise enfrentada pelas produções brasileiras no final da década de 2010.
“O Temer tinha que ser punido”, disse Barretão a respeito do ex-presidente Michel Temer, que teria sido responsável por não renovar a Cota de Tela (que garante espaço para os filmes brasileiros nas salas de cinema do país) de 2018 para 2019. De acordo com ele, o mandatário teria sido responsável pelo crime de prevaricação devido à postura.
Tal crise seria intensificada pela gestão de Jair Bolsonaro, que Barretão apontou como responsável por sufocar a Ancine (Agência Nacional do Cinema) por “inanição”. “O governo Bolsonaro encontrou um prato feito. Ele só entrou com a sobremesa”, completou.
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