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APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

Céline Dion desafia prognósticos e volta a brilhar nos palcos

Cantora francesa batalhou contra síndrome neurológica para voltar a se apresentar

Por Flávio Monteiro 4 out 2026, 19h00 | Atualizado em 6 out 2026, 09h46
Céline Dion desafia prognósticos e volta a brilhar nos palcos Priorize VEJA no Google

A cantora Céline Dion viveu um setembro de retorno à vida pública. A canadense de 58 anos encerrou um hiato de seis anos sem se apresentar no dia 12, quando iniciou a primeira de 16 apresentações em Paris. Em paralelo, a artista foi vista em diferentes cenários da capital francesa, cantando com fãs, subindo em carros e desfilando em passarelas, em um aguardado retorno após anos enfrentando uma longa e desgastante batalha contra uma doença neurológica.

Céline foi diagnosticada com a Síndrome da Pessoa Rígida no final de 2022, uma condição que provoca rigidez e espasmos musculares dolorosos. “Infelizmente, esses espasmos afetam todos os aspectos da minha vida diária. Às vezes causam dificuldades para andar e não me permitem usar as cordas vocais para cantar da forma em que estou acostumada”, disse na ocasião, em um anúncio no Instagram. A possibilidade de que a doença pudesse significar o fim da carreira da artista chegou a ser especulada por muitos.

Celine Dion sorrindo, vestindo um longo vestido preto tomara que caia com saia plissada, braço direito erguido, cantando no palco com músicos ao fundo, incluindo violinistas e um guitarrista
(Samir Hussein/WireImage)/Getty Images)

Quatro anos depois, a francesa mostra que os prognósticos mais pessimistas não se concretizaram. Celine se reencontrou com os fãs em Celine Dion Paris 2026, uma série de apresentações na capital francesa que rapidamente se tornaram marcantes pelo caráter inédito. “Eu fiz uma promessa. Prometi voltar, voltar aos palcos”, disse a artista. “Então aqui estou eu, cantando para vocês e cantando para mim, cantando a vida”, completou, emocionada, diante do público.

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Para alcançar a meta, Celine precisou se dedicar a um treinamento intenso para lidar com a doença. Em entrevista à Harper’s Bazaar, a artista contou que passou a realizar sessões de pilates de 90 minutos, três vezes por semana, além de aulas de balé, em um esforço para reestruturar o corpo. Ela também iniciou tratamentos como imunoterapia, fisioterapia e terapia vocal, além do uso de medicamentos para controlar os sintomas da síndrome.

Celine Dion, com óculos escuros e blusa preta drapeada, acena sorridente de dentro de um carro, com um homem de terno e fone de ouvido atrás dela
(Marc Piasecki/GC Images/Getty Images)
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Como resultado desse processo, a canadense passou a se sentir mais confortável com a própria condição e rompeu parte do isolamento autoimposto, voltando a ser vista pelas ruas de Paris. Celine foi fotografada cantando com fãs e sorrindo para fotógrafos, além de ter subido em um carro para improvisar uma apresentação de Pour que tu m’aimes encore com admiradores em frente ao hotel Royal Monceau.

A francesa também fez uma aparição surpresa em um desfile da Paris Fashion Week, sendo aplaudida por celebridades e modelos presentes no local. Na ocasião, cantou seu clássico I’m Alive. O bom momento é uma mostra da resiliência da artista, que enfrentou as dificuldades provocadas pela doença sem abrir mão da relação com os palcos.

Trajetória

O último concerto completo de Celine Dion havia acontecido em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em março de 2020. Na ocasião, a francesa estava em plena turnê, que precisou ser interrompida devido à pandemia de Covid-19. Ela retomaria os shows em 2022, mas teve que cancelar as datas depois de começar a apresentar sinais de problemas de saúde. “Eu realmente esperava estar bem agora, mas acho que só preciso ser mais paciente e seguir o regime que meus médicos estão prescrevendo”, afirmou na ocasião.

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Aquilo que parecia ser apenas um mal-estar temporário se converteu em algo mais sério quando Celine falou com o público em um vídeo de cinco minutos publicado nas redes sociais, no qual revelou a doença incurável que a afligia. Ela voltaria a cancelar shows em 2023, e sua irmã, Claudette, chegou a afirmar em entrevista que o futuro da carreira da cantora era incerto. “Nos nossos sonhos e nos dela, a ideia é voltar ao palco. Em qual estado? Eu não sei”, disse ao portal canadense 7 Jours.

Celine Dion na abertura dos Jogos Olímpicos de 2024
(IOC/Getty Images)
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O ano de 2024 trouxe sinais mais otimistas. Celine anunciou a produção de um documentário sobre sua luta contra a doença e fez uma participação surpresa no Grammy, onde foi ovacionada ao anunciar o prêmio de Álbum do Ano. O documentário Eu Sou: Celine Dion foi lançado em julho e revelou que a cantora já sofria com espasmos vocais havia 17 anos, mas não havia recebido o diagnóstico até a crise que a levou a buscar atendimento médico.

Meses depois, ela voltou a se apresentar, ainda que em uma participação curta, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. A cantora encerrou o evento cantando L’Hymne à l’amour, de Édith Piaf, em uma das aparições públicas mais simbólicas de sua trajetória recente. A apresentação marcou o primeiro grande retorno de Celine aos palcos desde o agravamento de sua condição, e era um vislumbre do que viria a acontecer dois anos depois.

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