Duda Nagle e os desafios da ‘geração sanduíche’: cuidar de pais e filhos
Ator foca em projetos voltados para discutir o envelhecimento. Em conversa com a coluna GENTE, conta sobre a carreira fora da TV
À frente dos podcasts “Os Nagle, O Encontro de Gerações” e “Os Nagle e os Empreendedores do Brasil”, Duda Nagle vem consolidando sua atuação no universo da chamada “economia prateada”, voltada ao público 50+. Em conversa com a coluna GENTE, ele fala sobre longevidade, a rotina com a filha Zoe, 7 anos, do casamento com Sabrina Sato, e assume que ainda cogita voltar à TV. O único assunto que prefere não comentar é a recente polêmica da mãe, Leda Nagle, que enalteceu o trabalho infantil no país. Aos 43 anos, o ator fala sobre economia prateada, equilíbrio familiar e os desafios que vê pela frente.
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Como surgiu essa conexão com o público 50+ e com a chamada “economia prateada”? Eu e minha mãe (Leda Nagle) estamos bem focados nos dois podcasts e também nas marcas que representamos como embaixadores, tanto minha mãe e eu juntos quanto separados. Percebemos que o nosso ecossistema de mídia está muito forte na “economia prateada”, que é uma expressão que está ganhando muita força e resume as atividades econômicas do público 50+. Além disso, também trabalho muito com o setor de fitness e wellness.
Como se preparou para entender esse público? Como somos sócios no podcast e na nossa principal empresa, além do dia a dia familiar, eu fui inserido naturalmente nesse universo. Quando o José Carlos Semenzato participou do “Podcast Os Nagle” e usou a expressão “economia prateada”, percebi que o nosso já era o podcast desse universo.
Quais temas mais aparecem nas conversas? Falamos muito de longevidade, saúde, qualidade de vida e recebemos muitos médicos também. Fabrício Carpinejar comentou sobre a “geração sanduíche”, que é o meu caso: a geração que cuida dos filhos e dos pais. Cada vez mais, com a população ficando mais experiente, esse papel vai ficando mais forte nas famílias.
E como é equilibrar esse cuidado com os pais, a filha e você mesmo? Esse é o desafio dos nossos tempos. Me esforço muito para participar ativamente da criação da minha filha, ficar junto, conversar, ensinar, passear, cuidar das tarefas do dia a dia com ela sempre que está comigo. A separação me forçou a ser mais organizado com a paternidade. Como fico menos tempo na mesma casa que a Zoe, tenho que compensar com mais presença quando estamos juntos.
Como pretende chegar aos 50? Acredito que temos que manter uma rotina com boas noites de sono, bons rituais matinais, amor e boas relações sociais, buscar conhecimento o tempo todo, exercícios e atividades físicas, contato com a natureza e trabalhar de forma organizada.
Que conselho daria para quem quer envelhecer com saúde? Quanto antes a gente se preparar para envelhecer, melhor. Evitar os excessos — ou compensá-los. E atividade física é essencial para tudo, inclusive para a saúde mental.
Ainda pensa em voltar para a TV ou cinema? Pretendo, mas tem que ser algo realmente especial. Hoje, por conta da vida de pai, empresário e produtor de conteúdo independente, minha rotina está muito apertada e funcionando em São Paulo.





