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Ex-defensores agora acusam Michael Jackson de pedofilia

Os irmãos Cascio testemunharam a favor do Rei do Pop em múltiplas ocasiões, mas agora dizem ter sido abusados por ele

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 abr 2026, 15h40
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Mais de 15 anos após negarem que Michael Jackson os tocou de forma inapropriada, quatro adultos que passaram suas infâncias ao lado do Rei do Pop o acusam de abuso sexual.

A família Cascio se aproximou do cantor devido ao trabalho do patriarca, Dominic, gerente de um hotel em Nova York no qual Jackson se hospedava com frequência. Assim como fez com múltiplas outras crianças, o astro não demorou para apadrinhar os filhos do amigo, que levou em viagens ao redor do mundo e hospedou em seu infame rancho Neverland. Quando ele morreu, em 2009, toda a família foi convidada por Oprah Winfrey a compartilhar memórias ao seu lado e, também, para negar quaisquer especulações sobre abuso.

Agora, os irmãos Aldo (35), Marie Nicole (37), Dominic (39) e Eddie (43) afirmam ter sido molestados por Jackson em diferentes ocasiões ao longo dos anos. O quinto irmão, Frank, também afirma ter sido vitimado, mas diz ser legalmente incapaz de processar o espólio do cantor.

Para o espólio, no entanto, as acusações não são novidade. Em 2020, ambas as partes chegaram a um acordo sigiloso que concedeu 16 milhões de dólares aos irmãos ao longo de cinco anos. Com o fim das parcelas, o quarteto exigiu mais compensações e as negociações se tornaram tumultuosas. Dessa forma, os Cascios decidiram vir a público.

Dois dos casos foram detalhados em entrevistas ao The New York Times. Marie Nicole diz ter sido molestada pela primeira vez aos 12 anos, quando Jackson passou meses hospedado em sua casa. O astro teria o costume de obrigá-la a abrir as pernas, para ocasionalmente se tocar. Dominic, por sua vez, diz que tinha 8 anos quando Jackson passou a pedir que ele se deitasse nu ao seu lado. Pouco depois, o garoto teria sido forçado a lamber os mamilos do cantor enquanto ele se masturbava.

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Nenhum dos irmãos contou o que se passava para seus pais, ou mesmo entre si. A virada de chave teria sido assistir ao documentário Deixando Neverland em 2019. Aldo foi o primeiro a alegar que havia sido vitimado. Depois dele, Dominic Jr., Eddie e Marie Nicole se abriram sobre o passado.

Eddie hoje diz que foi vítima de “lavagem cerebral” e “aliciamento” ao lado de seus irmãos. Segundo ele, o próprio Michael Jackson os ensinou a rebater as acusações de pedofilia contra ele, primeiro erguidas em 1993.

O espólio, por sua vez, afirma ter entrado em acordo com o grupo “para evitar que a família de Michael, em especial seus filhos, seja sujeita a mais acusações falsas”. Por meio de documentos judiciais, os supervisores do legado de Michael Jackson também afirmam que Frank, o quinto irmão, exigiu o pagamento de mais 213 milhões de dólares e ameaçou registrar um “processo público esdrúxulo” em 2024.

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Por conta da arbitração em torno deste primeiro acordo, Frank é incapaz de participar do processo federal autuado por seus irmãos.

Marty Singer, advogado do espólio, afirma que todos os irmãos estão envolvidos na arbitração e que o processo federal é uma tática para driblar suas outras pendências legais. Para ele, “os Cascios são o epítome da narração não confiável. Suas histórias têm mudado repetidamente de acordo com seus objetivos”.

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