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IMPERDÍVEL: Letras de Dylan ganham edição bilíngue, como poesia

Volume de mais de 600 páginas traz produção do Dylan jovem, fase de poemas como 'A Hard Rain's A-Gonna Fall'

Por Maria Carolina Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 abr 2017, 06h18 | Atualizado em 15 abr 2017, 06h18
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(Companhia das Letras/Divulgação)

(Tradução de Caetano Waldrigues Galindo, Companhia das Letras, 648 páginas, 89,90 reais o livro e 44,90 reais o e-book) Se o vigor da juventude garante um brilho extra à criatividade do artista, Letras (1961-1974), um apanhado dos textos escritos por Bob Dylan para suas canções dos 20 aos 33 anos, talvez carregue o melhor da produção poética do compositor, por ela agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura de 2016. De fato, estão no volume colossos como Eternal Circle, “My eyes danced a circle / Across her clear outline / With her head tilted sideways / She called again / As the tune drifted out / She breathed hard through the echo / But the song it was long / And it was far to the end” (Meus olhos dançavam num círculo / Em volta do seu contorno claro / Ela me chamava de novo / Enquanto a melodia se afastava / Ela respirava pesado no eco / Mas a canção era longa / E estava longe do fim). Como Don’t Think Twice, It’s All Right, “And it ain’t no use in a-turnin’ on your light, babe / The light I never knowed / An’ it ain’t no use in turnin’ on your light, babe / I’m on the dark side of the road” (Não adianta nada acender a luz, amor / Aquela luz que eu nunca vi / E não adianta nada acender a luz, amor / Eu estou do lado escuro da rua). “Uma carreira de letrista diferente de qualquer outra, um comprometimento com o aspecto verbal, literário das canções que definitivamente abriu uma trilha nova nessa produção”, escreveu o tradutor Caetano Galindo, no blog da Companhia das Letras. “O que a gente decidiu fazer foi NÃO uma tradução poética (metro e rima etc), NÃO uma tradução para performance (pra ser cantada), mas uma tradução literária, que transmitisse o ‘o quê’ mais do que o ‘como’, sem no entanto abrir mão de recursos rítmicos e sonoros, de certa ‘sofisticação’ literária.” Como em Chimes of Freedom, “In the wild cathedral evening the rain unraveled tales / For the disrobed faceless forms of no position / Tolling for the tongues with no place to bring their thoughts / All down in taken-for-granted situations / Tolling for the deaf an’ blind, tolling for the mute”. (Na louca noite da catedral a chuva desfiava relatos / Por sacrílegas formas sem rosto ou posição / Dobrando pelas línguas sem lugar onde levar seus pensamentos / Caídas todas em situações dadas por resolvidas / Dobrando pelos surdos e cegos, dobrando pelos mudos). Chama a atenção, nesta edição, o tratamento dado aos textos de Dylan. O volume, bilíngue e com fac-símiles de composições como It Ain’t Me Babe, trata-o como o poeta que a Academia Sueca soube reconhecer em meio ao volumoso, embora nem sempre denso, universo da cultura pop.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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