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Netflix perdeu disputa pela Warner: o que acontece agora?

Paramount Skydance ofereceu 110 bilhões de dólares pelo conglomerado inteiro e saiu por cima nas negociações

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2026, 09h33
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Na noite desta quinta-feira, 26 de fevereiro, chegou ao fim a disputa pela compra do conglomerado Warner Bros. Discovery (WBD). Pouco mais de uma semana após o anúncio de que a Paramount Skydance (PSKY) retomaria negociações, a Netflix confirmou que não irá aumentar sua proposta, oficialmente desistindo de adquirir a concorrente. Representantes da WBD confirmaram à imprensa no dia anterior que o lance da PSKY era “superior” ao apresentado pela plataforma de streaming.

A rapidez da resposta da Netflix chocou a indústria — a empresa, afinal, tinha quatro dias úteis para ponderar sua reação. Em comunicado oficial, Ted Sarandos e Greg Peters, os dois CEOs do streaming, justificaram a decisão: “Sempre fomos disciplinados e, pelo preço necessário para igualar a mais recente oferta da Paramount Skydance, o negócio já não é financeiramente atraente, portanto estamos recusando igualar a proposta. A Warner Bros. é uma organização de classe mundial, e queremos agradecer a David Zaslav, Gunnar Wiedenfels, Bruce Campbell, Brad Singer e ao Conselho da WBD por conduzirem um processo justo e rigoroso. Acreditamos que teríamos sido bons administradores das marcas icônicas da Warner Bros. e que nosso acordo teria fortalecido a indústria do entretenimento e preservado e criado mais empregos de produção nos Estados Unidos. Mas essa transação sempre foi ‘algo desejável’ pelo preço certo, e não ‘algo indispensável’ a qualquer preço”.

E agora?

A Paramount Skydance ofereceu 31 dólares por cada ação do conglomerado, montante que chega aos 110 bilhões de dólares. A compradora também concordou em arcar com os 2,8 bilhões de dólares de multa que a WBD deve à Netflix por romper o acordo estabelecido anteriormente.

Para além disso, a PSKY também se comprometeu a pagar uma multa de 7 bilhões de dólares aos acionistas caso a venda não seja regularizada e finalizada até o fim de 2026.

Horas após o anúncio da desistência da Netflix, o procurador-geral californiano Rob Bonta prometeu analisar os termos da aquisição e frisou que o negócio não está fechado: “Esses dois titãs de Hollywood ainda não passaram pelo crivo regulatório — o Departamento de Justiça da Califórnia tem uma investigação em andamento, e pretendemos ser rigorosos em nossa análise”.

Segundo apuração da revista Variety, a notícia decepcionou funcionários da Warner, que preferiam a proposta da Netflix. Já dentro da PSKY, executivos relataram “lágrimas de alegria e exaustão” e champanhe estourado.

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Ainda não é claro como a aquisição afetará o funcionamento, os funcionários e os estúdios da Warner. Demissões em massa são esperadas, seguindo a tendência estabelecida pela Paramount nos bastidores do canal CBS. A negociação também é motivo de tensão política: significa que o canal de notícias CNN estará sob comando de David Ellison, administrador da Paramount e figura próxima ao presidente Donald Trump.

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