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O que leva tantos famosos a sonharem com disputa eleitoral

Nomes conhecidos já começam a aparecer como pré-candidatos

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 abr 2026, 09h00

A corrida das eleições de outubro já começou a ganhar contornos de “espetáculo midiático”. Uma nova leva de celebridades e ex-atletas se movimenta para disputar cargos públicos, reeditando uma estratégia antiga dos “puxadores de votos” — modelo já testado com sucesso, como na votação recorde de Tiririca em 2010, que ajudou a eleger outros parlamentares. Entre os nomes que se articulam ou sinalizam entrada na política estão figuras com forte presença nas redes sociais ou histórico na TV e no esporte.

Uma das primeiras celebridades a ganhar destaque foi Gracyanne Barbosa. Filiada ao Republicanos no Rio, a musa fitness apostaria em pautas ligadas à saúde e ao esporte. Depois, voltou atrás e disse que não vai mais concorrer por motivos profissionais. Outro que ensaia estreia na política pelo PSDB com propostas parecidas com as da ex-BBB é o ex-jogador do São Paulo e da Seleção Brasileira Luís Fabiano, filiado ao MDB.

No campo digital, Rico Melquiades surge como aposta do PSDB em Alagoas, trazendo propostas polêmicas, como cirurgias plásticas no SUS (algo que já é norma), “tapão no patrão” e “bolsa maconha”. Enquanto isso, a apresentadora Silvia Abravanel aparece entre os nomes cotados para disputar uma vaga na Câmara por São Paulo. A filha de Silvio Santos (1930-2024) se filiou ao PSD e promete um trabalho voltado à inclusão de pessoas com deficiência e combate à obesidade. 

A lista inclui ainda Antonia Fontenelle (PSDB-RJ), que pretende levar à política pautas como combate à corrupção e à violência contra a mulher; além da socialite Val Marchiori (Republicanos-SP), que tenta converter visibilidade em capital eleitoral. No campo mais improvável, o escritor Augusto Cury se coloca como pré-candidato à Presidência pelo Avante, defendendo uma alternativa à polarização política.

A leva de novos nomes ainda conta com figuras “virais” como Manoel Gomes, cantor do hit Caneta Azul que volta a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados após tentativa anterior, também pelo Avante de SP. Nas redes, Gomes garante que, agora, “a caneta” dele vai trabalhar para o povo. Outros não tiveram muito sucesso nem mesmo antes de a eleição chegar. É o caso de Dado Dolabella, que tentou se filiar ao MDB para disputar uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro. Após receber críticas do MDB Mulher, o partido voltou atrás e cancelou a filiação do ator.

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