Próximo show de Ed Sheeran será alvo de protesto pró-Palestina
Cantor perdeu todas as atrações de abertura de sua turnê após dispensar o rapper Macklemore, que utilizou o palanque para se posicionar sobre a guerra
O cantor Ed Sheeran continua a ser alvo de revolta depois de ter deixado que os serviços do rapper Macklemore fossem dispensados pelos promotores da Loop Tour devido a um discurso que exigia uma “Palestina livre”. Agora, ativistas a favor da nação em conflito com Israel organizam uma manifestação para esta sexta-feira, 19, quando o ruivo se apresenta no estádio Lincoln Financial Center, na Filadélfia.
O grupo “Philly Palestine Coalition” se uniu à outra organização chamada “Shut Down D&Z” e propõe que uma multidão se forme na fachada do estádio para que “bilionários, sionistas e fomentadores da guerra” sejam expulsos da cidade. O cartaz promocional mostra um panfleto da turnê rasgado e um retrato do empresário Bob Kraft com os olhos riscados. Proprietário do estádio Gillette, em Boston, o empresário exigiu que Macklemore fosse retirado da turnê e argumentou que sua fala havia sido “profundamente ofensiva e danosa à comunidade judaica”.
O que Macklemore disse?
Em 4 de setembro, o rapper abriu o show de Sheeran em Nova Jersey e decidiu declarar apoio a uma Palestina livre durante sua apresentação. Ele disse que queria que palestinos em Gaza e na Cisjordânia ocupada soubessem que não haviam sido esquecidos. Em seguida, interpretou Hind’s Hall, música lançada em meio aos protestos pró-Palestina que ocorreram na Universidade Columbia, em Nova York, enquanto imagens da destruição em Gaza eram exibidas nos telões.
O músico ainda completou: “Aos meus irmãos e irmãs da comunidade judaica: saibam que críticas a Israel, ao apartheid e ao genocídio não são críticas a vocês de forma alguma. Minha mensagem é pela paz, que o amor esteja ao alcance de todos os humanos e que eles sejam tratados com dignidade, respeito e igualdade. Eu digo: Palestina livre; Líbano livre; Cuba livre; Congo livre; Sudão livre. Digo: libertem todas as pessoas dos Estados Unidos que vivem com medo dessa organização terrorista chamada ICE. Nenhum de nós será livre até que todos nós sejamos livres”.
A resposta de Ed Sheeran
Após Macklemore ser demitido, Sheeran tentou se defender, afirmando que a decisão partiu exclusivamente dos contratantes. “Eu tenho minhas opiniões pessoais sobre esse conflito devastador. O fato de eu escolher não falar publicamente não significa que eu não as tenha, nem que eu não me importe”, disse o cantor em comunicado.
O britânico ainda argumentou que seu público inclui crianças e jovens. “Aqueles que vêm ao meu show não esperam um fórum político”, afirmou. A página de fãs Ed Sheeran Brasil, com mais de 45 mil seguidores no X (antigo Twitter), mostrou que a visão do ruivo não é unânime ao apoiar Macklemore. “Também discordamos da ideia de que, diante de uma crise humanitária dessa dimensão, a neutralidade seja uma posição isenta de consequências”, escreveu o perfil.
Nesta quarta-feira, 16, o cantor e Bob Kraft se comprometeram a doar 2 milhões de dólares cada para auxiliar palestinos vitimados pela guerra em Gaza — mas não especificaram qual instituição receberá a quantia.
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