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Tainá Müller: “Encontrei o meu lugar”

A atriz e jornalista revela, pela primeira vez, os desafios de crescer com o diagnóstico de superdotação e altas habilidades

Por Amanda Capuano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 abr 2026, 08h00

Programa tradicional da TV Cultura, o Café Filosófico é um dos poucos espaços da televisão aberta a falar sobre filosofia. Qual sua relação com o tema? Eu gostava muito na escola e na faculdade. Cheguei a fazer cursos de extensão e até uma pós em filosofia — cursei durante dois anos na pandemia. Faltou só a monografia, que não consegui entregar por causa das gravações de Bom Dia, Verônica. Gosto de buscar conhecimento.

Quais os desafios de levar discussões profundas para a TV aberta? Vivemos em um mundo no qual os conteúdos estão cada vez mais rasos, superficiais e rápidos. A TV aberta às vezes subestima a audiência, mas há um público interessado em pensar e em consumir produções com profundidade. Considero essencial esse tipo de programação.

Recentemente, revelou que foi diagnosticada com altas habilidades e superdotação aos 5 anos de idade. Como foi esse processo? Aprendi a ler sozinha aos 3 anos e tinha dificuldade de brincar com as crianças da minha idade. Minha mãe procurou orientação e eu fui diagnosticada por um neuropsi­cólogo. Me adiantaram um ano na escola, e aos 16 eu já estava na faculdade.

Muita gente vê a superdotação como um dom que só traz vantagens. Concorda com isso? Não. É uma visão errada. É só uma forma diferente de funcionamento do cérebro. Há facilidade em algumas áreas, mas dificuldade em outras. Eu demorei muito para fazer amigos na escola. Passava o recreio sozinha e sofria bullying, porque era meio esquisita. Teve um peso emocional.

Como se sente vendo esse tema ser debatido hoje em dia? Fico feliz. Tenho 43 anos e só agora vejo isso acontecer. Acho que se eu tivesse passado por um acompanhamento, em vez de só ser adiantada na escola, minha vida teria sido um pouco mais tranquila.

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Qual é a sensação de ter um espaço para explorar suas inquietações na televisão? É incrível. Eu encontrei meu lugar. Brinco que tenho cócegas cerebrais de prazer no Café, porque estar ali me alimenta. Meu cérebro relaxa e encontra vazão para a árvore de pensamentos que ele monta o tempo todo.

Ainda há espaço para a atuação na sua vida? Claro. Atuar para mim é como uma medicina. Justamente por ter uma mente acelerada, preciso estar presente na cena. Em breve, estarei em um projeto grande. Aguardem.

Publicado em VEJA de 24 de abril de 2026, edição nº 2992

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