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99 desiste de operar serviços de moto app em SP

Sem a 99 na disputa, o embate perde força e passa a ter apenas a Uber como principal defensora da modalidade

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 abr 2026, 10h28 | Atualizado em 2 abr 2026, 10h42
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A 99 comunicou ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, em reunião na noite desta quarta-feira, 1º, que desistiu de operar os serviços de transporte por moto na capital paulista. A informação foi enviada à VEJA por uma fonte a par do assunto sob condição de anonimato. Procurada, a empresa a 99 não se manifestou. A prefeitura de São Paulo confirmou a notícia.

Segundo a fonte, a 99 está focada na expansão da 99Food em São Paulo e, por isso, optou por abandonar a operação de transporte por moto. “O objetivo é facilitar a vida dos paulistanos. É uma nova priorização dos serviços”, afirmou. O serviço da 99moto continua presente em outros 3.300 municípios no Brasil.

Já a prefeitura de São Paulo disse em nota que a empresa 99 decidiu não se credenciar para a operação de transporte de passageiros por motocicletas na cidade de São Paulo.

Segundo a prefeitura, o prefeito Ricardo Nunes liderou o movimento para a proibição do serviço de mototáxi na cidade de São Paulo e, posteriormente, inspirou a lei que disciplina o uso do viário urbano para o transporte individual remunerado de passageiros por motocicletas, com regras rígidas para aumentar a segurança de usuários, condutores e pedestres, diante do avanço dos acidentes envolvendo motociclistas na cidade e em todo o país.

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“A cidade é complexa, e nossa preocupação é com a segurança do motoqueiro e do passageiro. Hoje temos um grande investimento no sistema de saúde também para atender vítimas de acidentes com motocicletas. Fico muito feliz que vocês entenderam”, afirmou Nunes.

Durante o encontro, além de formalizar a decisão, os representantes da 99 apresentaram um conjunto de propostas de parceria com a Prefeitura voltadas principalmente à segurança de motociclistas e à melhoria da mobilidade urbana.

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Entre as medidas estruturais, está a implantação de pontos de apoio para motociclistas, com previsão inicial de ao menos uma unidade em 2026. Os espaços devem funcionar como locais de descanso e suporte para entregadores, atendendo a uma demanda recorrente da categoria.

Disputa entre prefeitura e plataformas não é recente

A disputa entre as empresas de aplicativo e a prefeitura de São Paulo não é nova. O embate começou em 2023. A gestão municipal afirma que sua posição se baseia em argumentos de segurança viária, saúde pública e ordenamento urbano, sob a justificativa de que a ampliação do mototáxi tende a elevar o número de acidentes graves e pressionar ainda mais a rede pública de saúde.

Do outro lado, empresas como 99 e Uber defenderam nos últimos anos que o serviço é legal em âmbito federal e funciona como uma modalidade de transporte privado individual, semelhante ao carro por aplicativo.

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A tese das plataformas é a de que o município pode até impor regras de operação, segurança e cadastro, mas não proibir a atividade por completo. Elas também argumentam que o serviço atende a uma demanda real, sobretudo nas periferias, onde o deslocamento é mais difícil e o transporte costuma ser mais caro ou demorado.

Sem a 99 na disputa, o embate perde força e passa a ter apenas a Uber como principal defensora da modalidade. Vale lembrar que o serviço segue proibido na capital paulista.

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