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Ações do Nubank disparam após lucro bilionário acima do esperado

Banco digital lucra mais que o Santander e tem rentabilidade maior que a do Itaú ao fim do primeiro semestre de 2026

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 ago 2026, 15h39
Ações do Nubank disparam após lucro bilionário acima do esperado Priorizar nos meus resultados Google

As ações do Nubank sobem forte em Nova York nesta sexta-feira, 14, após o banco reportar lucro acima das expectativas no segundo trimestre de 2026. Ontem, a companhia divulgou lucro líquido de 1,1 bilhão de dólares entre abril e junho, resultado cerca de 10% superior ao consenso de mercado reunido pelos analistas do Bradesco BBI e da Ágora Investimentos.

Por volta das 15h30, os papéis do Nubank avançavam 8,72%, negociados a 15,15 dólares. O resultado mostra que a instituição conseguiu atravessar um cenário de juros elevados e alto endividamento das famílias sem comprometer sua rentabilidade.

A receita financeira líquida de juros (margem financeira) somou 3,7 bilhões de dólares, alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025. A margem líquida de juros também avançou, 1,8 ponto percentual, para 22,9%.

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A carteira de crédito do Nubank cresceu 37% em 12 meses, para 39,4 bilhões de dólares. O avanço, porém, veio acompanhado de uma piora nos indicadores de qualidade dos ativos. A inadimplência acima de 90 dias aumentou 0,4 ponto percentual, para 6,9%.

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Como consequência, as despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), recursos reservados para cobrir possíveis calotes, dispararam 61%, para 1,69 bilhão de dólares.

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O índice de inadimplência do Nubank pode chamar atenção quando comparado ao dos grandes bancos tradicionais. No segundo trimestre, o indicador ficou em 6,9%, contra 1,9% no Itaú, 3,3% no Santander, 4,3% no Bradesco e 5,61% no Banco do Brasil.

A comparação, no entanto, precisa levar em conta o modelo de negócios do Nubank. Sem uma rede física de agências, a instituição opera com uma estrutura de custos mais enxuta, o que permite absorver uma taxa maior de inadimplência sem comprometer sua rentabilidade.

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O indicador que melhor evidencia essa diferença é o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês). O Nubank registrou ROE de 33% no segundo trimestre, alta de 4,8 pontos percentuais em um ano. Entre os grandes bancos, o Itaú apresentou o resultado mais próximo, com rentabilidade de 24,3%.

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Para os analistas do Bradesco BBI e da Ágora Investimentos, a leve piora nos indicadores de inadimplência não muda a avaliação positiva sobre o balanço. Segundo eles, os efeitos do programa Desenrola provocaram distorções nos dados, mas a dinâmica geral da qualidade dos ativos permanece sob controle e em níveis saudáveis.

Avaliamos os resultados do Nubank como positivos, com os fatores favoráveis de rentabilidade superando os impactos marginais nos indicadores de qualidade de ativos”, concluem Marcelo Mizrahi, do Bradesco BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos.

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