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Alívio externo impulsiona Ibovespa, com retomada gradual do apetite por risco

Queda do petróleo, dólar mais fraco e sinais de menor tensão no Oriente Médio favorecem mercados, enquanto investidores monitoram balanços e juros

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 Maio 2026, 11h22 | Atualizado em 5 Maio 2026, 11h25

O Ibovespa iniciou o pregão desta terça-feira (5) em alta, aos 185 962 pontos, em um movimento de recuperação apoiado pela leitura da ata do Copom e por um ambiente externo mais favorável. Investidores acompanham de perto os sinais do Banco Central sobre os próximos passos da política monetária, ao mesmo tempo em que digerem uma agenda intensa de balanços corporativos. No exterior, a leve redução das tensões no Oriente Médio contribui para um respiro nos mercados, com o petróleo ainda em patamar elevado, mas sem novas escaladas.

Na última reunião, o Banco Central reduziu a Selic para 14,5% e indicou que a condução da política monetária seguirá dependente dos dados, deixando em aberto possíveis ajustes no ritmo e na duração do ciclo de cortes. A ata reforçou essa abordagem mais cautelosa, com foco na evolução do cenário inflacionário e nas incertezas externas.

Entre os destaques corporativos, a Ambev (ABEV3) reportou lucro líquido de 3,89 bilhões de reais no primeiro trimestre, avanço de 2,1% na comparação anual. Após o fechamento, o mercado acompanha os resultados de C&A (CEAB3), Copel (CPLE3), Iguatemi (IGTI11), Itaú (ITUB4), Prio (PRIO3), RD Saúde (RADL3) e Tim (TIMS3).

Em relação as ações, os grandes bancos operavam todos em alta com o Bradesco (BBDC4) liderando com 0,93% seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3) com 0,82%. O Santander (SANB11) acompanha o fluxo com 0,74% e o Itaú (ITUB4) com 0,35%. O dólar operava em 4,95 reais às 11h20.

Cenário internacional

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No cenário internacional, apesar da continuidade das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, os mercados mostravam sinais de alívio. O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo segue em vigor, mesmo com episódios pontuais de confronto, enquanto os EUA buscam garantir a circulação de embarcações na região.

Para Bruno Yamashita, coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, o ambiente externo já mostra uma leve retomada do apetite ao risco. “A gente inicia o dia com as bolsas dos Estados Unidos apontando para alta, com o S&P 500 subindo em torno de 0,4%, enquanto o dólar contra o real recua para a casa dos R$ 4,93. Essa dinâmica reflete uma melhora no apetite por risco, acompanhada de queda no preço do petróleo e leve recuo na curva de juros americana”, explica.

Segundo ele, sinais de que embarcações voltaram a cruzar o Estreito de Ormuz, ainda que sob escolta, ajudam a reduzir parte das incertezas. “Isso indica que as tensões podem começar a se acomodar, o que favorece ativos de risco e mercados emergentes”, afirma. Com isso, o mercado local acompanha uma combinação de fatores, política monetária, resultados corporativos e cenário externo, que deve continuar ditando o ritmo dos ativos ao longo da semana.

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