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Aneel analisa recurso da Enel e decide se segue com processo que pode encerrar concessão em SP

Votação coloca em jogo a continuidade do processo de caducidade, enquanto Enel sustenta ter cumprido plano de recuperação

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 ago 2026, 10h43
Aneel analisa recurso da Enel e decide se segue com processo que pode encerrar concessão em SP Priorizar nos meus resultados Google

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa nesta terça-feira, 11, o recurso apresentado pela Enel São Paulo contra a abertura de um processo de caducidade da concessão da distribuidora. A empresa tenta reverter a decisão tomada pela diretoria da agência em abril e, com isso, impedir o avanço do procedimento que pode resultar na perda do contrato de distribuição de energia na Grande São Paulo.

O processo busca avaliar a capacidade da Enel de manter a prestação adequada do serviço em 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital. A concessionária afirma que vem cumprindo o plano de recuperação estabelecido pela Aneel em 2025 e sustenta que os critérios utilizados para avaliá-la incluem indicadores que, segundo a companhia, não estão previstos no contrato nem nas normas da própria agência.

Entre os argumentos apresentados pela empresa está a melhora nos indicadores de atendimento. A Enel afirma que reduziu em 88% o número de interrupções de energia com duração superior a 24 horas desde 2023. A companhia também argumenta que vem recebendo tratamento diferente do destinado a outras distribuidoras e critica o que considera falta de análise de medidas alternativas menos severas.

A discussão ocorre após três grandes apagões na região desde 2023. No episódio mais recente, registrado em dezembro de 2025, mais de 4 milhões de imóveis foram afetados, e o restabelecimento completo do fornecimento levou seis dias. A Enel afirma, porém, que 80% dos consumidores atingidos tiveram a energia retomada em até 24 horas e diz ter aprimorado sua resposta a eventos climáticos extremos.

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A votação desta terça-feira corresponde ao último recurso da companhia contra a instauração do processo. Caso a Aneel rejeite o pedido, a tramitação continuará. A relatora do caso, diretora Agnes Maria de Aragão da Costa, estabeleceu na sexta-feira, 7, prazo de dez dias para que a Enel apresente sua defesa final, com vencimento em 18 de agosto.

Depois da manifestação da empresa, as áreas técnicas da agência deverão elaborar uma análise final. Em seguida, a diretoria da Aneel votará se recomenda ou não a perda da concessão. Se a recomendação for pela caducidade, o processo será encaminhado ao Ministério de Minas e Energia. Caso a agência decida não prosseguir, o procedimento será arquivado.

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A decisão definitiva sobre a eventual rescisão do contrato, no entanto, cabe ao governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia. A Aneel é responsável por avaliar e recomendar a medida, mas não pode, sozinha, romper a concessão.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já manifestou em outras ocasiões ser favorável à renovação do contrato da Enel, cuja concessão termina em 2028. Em entrevista à CNN Brasil na segunda-feira, 10, afirmou que o ministério seguirá a decisão que vier a ser tomada pela Aneel.

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