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Apple atribui queda de volume de negócios em 2018 a iPhone e China

Apesar dos resultados, a empresa conseguiu tranquilizar os investidores ao mostrar que possui mais fontes de crescimento do que smartphones

Por AFP 30 jan 2019, 04h01
Apple atribui queda de volume de negócios em 2018 a iPhone e China Priorizar nos meus resultados Google

A Apple confirmou. nesta terça-feira 29, a queda de seu volume de negócios no final de 2018, sobrecarregada pelas decepcionantes vendas de seu principal telefone, o iPhone, e seus menores lucros na China.

Apesar dos resultados, a empresa americana de tecnologia conseguiu tranquilizar os investidores e sua participação aumentou quase 6% na Bolsa, por volta das 19h30 (horário de Brasília)

O grupo mostrou que tinha mais fontes de crescimento do que o iPhone. Outros dispositivos, como tablets iPad e computadores Mac, e especialmente serviços (“streaming”, armazenamento em nuvem e pagamentos digitais), permitiram que a companhia mantivesse um lucro líquido quase estável, de quase 20 bilhões de dólares.

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“Embora seja decepcionante não ter alcançado nossa meta [inicial] em termos de faturamento, nós administramos a Apple no longo prazo, e os resultados desse trimestre mostram que nossa força subjacente é profunda e ampla”, disse o CEO da empresa Tim Cook.

O volume de negócios dos últimos três meses de 2018, o primeiro trimestre do ano fiscal, caiu 5%, para 84,3 bilhões de dólares.

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Essa redução foi resultado da queda de 15% na receita obtida com o iPhone (52 bilhões de dólares), que a empresa atribui à estagnação da economia na China. Nesse imenso mercado, o grupo faturou 13,16 bilhões de dólares, 27% a menos.

No entanto, as receitas geradas pelos serviços aumentaram 19% para 10,9 bilhões de dólares, ligeiramente acima das previsões dos analistas. E, com exceção do iPhone, todos os dispositivos aumentaram suas vendas.

Para o analista Neil Saunders, da Global Data, “essa queda incomum no volume de negócios é o símbolo de uma empresa que está começando a ficar sem fôlego”.

No início de janeiro, a empresa norte-americana surpreendeu ao anunciar que suas receitas e vendas do iPhone haviam sido piores do que o esperado nos últimos três meses de 2018.

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De acordo com a empresa, as decepcionantes vendas de seu telefone se devem à estagnação da economia chinesa e de outros países emergentes, e à guerra comercial travada contra a China pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A publicação dos resultados ocorreu alguns dias após a descoberta de um problema de segurança no FaceTime, seu aplicativo de chamada de vídeo. O bug permitia ao usuário ouvir e ver seu interlocutor em um iPhone antes mesmo de ele responder. A Apple suspendeu o serviço e prometeu corrigir o erro nesta semana.

Concorrência de outros fabricantes

A Apple teve que convencer os investidores de que tinha uma estratégia para reduzir sua dependência do iPhone, cujas vendas sofrem com a saturação do mercado de smartphones.

Até agora, o grupo americano tem conseguido compensar a redução nas vendas com o lançamento de celulares cada vez mais caros, com preços que excedem US $ 1 mil para alguns modelos.

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Uma estratégia que tem dado certo, na medida em que o volume de negócios cresce muito mais rápido do que as vendas. Entretanto, ela poderá começar a falhar em uma economia mundial estagnada.

A empresa também enfrenta forte concorrência de outros fabricantes que oferecem produtos similares e mais baratos. Além da líder global no setor, a sul-coreana Samsung, a Apple enfrenta a ambiciosa empresa chinesa Huawei no mercado mundial.

Diante dessa nova situação, a Apple lançou o iPhone Xr em setembro, mais barato que o Xs e o Xs Max. De acordo com a empresa de análise de mercado CIRP, o XR vendeu melhor que os outros dois modelos nos Estados Unidos.

Como sempre acontece com a Apple, há inúmeras especulações sobre seus projetos. Muitos analistas acreditam, por exemplo, que o grupo pode decidir disputar diretamente com os serviços de vídeo da Netflix e da Amazon, investindo muito dinheiro na produção de conteúdo original.

A empresa ainda intervém pouco neste setor, mas no ano passado anunciou que o famoso apresentador e empresário Oprah Winfrey iria produzir programas para sua plataforma audiovisual.

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