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As pautas econômicas que podem ser destravadas no Congresso

Segundo semestre de 2026 será parcialmente esvaziado no Legislativo por causa da campanha eleitoral

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 ago 2026, 11h06 | Atualizado em 13 ago 2026, 11h46
As pautas econômicas que podem ser destravadas no Congresso Priorizar nos meus resultados Google

Com o calendário legislativo condicionado pelas eleições de 2026, o governo tenta aproveitar as próximas semanas para avançar em uma série de propostas de interesse econômico. O Congresso realiza nesta semana um esforço concentrado e deve repetir o formato entre 31 de agosto e 3 de setembro, antes de reduzir o ritmo das atividades por causa da campanha eleitoral.

Entre as prioridades do Executivo estão a regulamentação das apostas eletrônicas, a ampliação do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), a tramitação da medida provisória que revogou a chamada taxa das blusinhas e a votação do marco dos minerais críticos. Também está no radar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.

Minerais críticos

Um dos projetos que o governo considera com potencial de avanço é o PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado. O texto também prevê a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, ligado à Presidência da República. O governo apoia a proposta, que está entre os temas que pretende destravar no Congresso. A matéria ainda não tem data definida para votação. A primeira semana de setembro, durante o segundo esforço concentrado previsto antes das eleições, aparece como uma das próximas oportunidades para o avanço da proposta.

Limite do MEI

Outra prioridade econômica é o PLP 108/2021, que amplia o limite de faturamento permitido para o Microempreendedor Individual. A proposta está em uma comissão especial da Câmara e já teve o regime de urgência aprovado. A votação, porém, depende de um entendimento entre os parlamentares sobre o impacto fiscal da mudança. Por isso, apesar de estar entre as propostas que o governo pretende destravar, o texto ainda depende de uma negociação para avançar.

Fim da taxa das blusinhas

A MP 1.357/2026, que revogou a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, também deverá concentrar a atenção do Congresso. A instalação da comissão mista que analisará a medida foi adiada por falta de acordo sobre a escolha do presidente e do relator. O colegiado deve ser instalado nesta quinta-feira, 13. O prazo para a análise é apertado: se não for aprovada pela comissão mista e pelos plenários da Câmara e do Senado, a MP perderá validade em 8 de setembro.

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Além da medida que trata das compras internacionais, o acordo para instalação de comissões mistas inclui outras MPs de natureza econômica ou com impacto fiscal relevante. Entre elas estão a que abriu crédito extraordinário para ações da Defesa Civil em regiões atingidas por desastres, a que estabelece medidas para reduzir a fila do INSS e a que trata da indenização de fronteira para servidores públicos.

Apostas e “jogo do tigrinho”

O governo federal também pretende avançar na regulamentação das apostas eletrônicas, especialmente para aumentar as restrições ao chamado “jogo do tigrinho” e à publicidade relacionada a esse tipo de atividade. Uma das propostas em discussão é o PL 2.258/2026, apresentado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O projeto veda a exploração, a oferta e a publicidade de jogos de azar baseados em resultados gerados por sistemas eletrônicos ou algoritmos e operados por meios digitais ou pela internet. A proposta alcança o chamado “jogo do tigrinho”.

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Orçamento

Outra pauta que está no radar é o PLN 2/2026, que trata da LDO de 2027. Enviado pelo Executivo ao Congresso em abril, o projeto estabelece as diretrizes para a elaboração e a execução do Orçamento da União no próximo ano, além de definir metas e prioridades da administração pública federal. O projeto ainda aguarda despacho para a Comissão Mista de Orçamento (CMO). A LDO estabelece as regras que orientarão a elaboração e a execução do Orçamento de 2027.

Fim da escala 6 X 1 fica em segundo plano

A proposta que extingue a escala de trabalho 6 X 1 continua na agenda do governo, mas ainda não tem data definida para votação no Senado. A situação foi discutida novamente em uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em 12 de agosto. O encontro também contou com integrantes da articulação política do governo. Apesar da retomada do diálogo entre os dois, a votação da 6 X 1 continua sem data definida. Apesar das dificuldades para a tramitação, o fim da escala 6 X 1 continua entre as principais bandeiras da campanha de reeleição de Lula. O governo pretende manter as negociações com o Senado em torno do tema.

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