As pautas escondidas na semana decisiva do Congresso
Enquanto os holofotes se concentram no fim da escala 6x1 e na taxa das blusinhas, o esforço concentrado do Congresso desta semana carrega uma agenda econômica menos visível
Entre os temas que correm por fora estão a blindagem do orçamento das agências reguladoras contra contingenciamentos, bilhões de reais em incentivos para data centers e minerais críticos e a chegada do Orçamento de 2027 ao Congresso antes mesmo da aprovação da LDO.
Na Câmara, uma das pautas mais discretas é o projeto que impede o governo de bloquear recursos de 12 agências federais, entre elas Aneel, ANP, Anatel, ANTT, Anac e ANM. A medida amplia a autonomia financeira dos reguladores e reduz o espaço da equipe econômica para usar esses recursos em ajustes fiscais.
No Senado, o Redata pode liberar cerca de 5,2 bilhões de reais em benefícios fiscais ainda em 2026 para a instalação de data centers. Também está na pauta o marco dos minerais críticos, que prevê até 7 bilhões de reais em instrumentos de incentivo à mineração e ao processamento de matérias-primas estratégicas no país.
Há ainda um problema fiscal correndo em paralelo. O governo entrega o Orçamento de 2027 com a LDO ainda pendente de votação, abrindo uma disputa sobre meta fiscal, despesas, receitas extraordinárias e emendas parlamentares.
São discussões menos barulhentas que a 6×1 ou a taxa das blusinhas, mas que podem produzir efeitos duradouros sobre setores regulados, investimentos privados e as contas públicas.







