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B3 pode estender horário de funcionamento a partir de 2026

CEO da B3 Gilson Finkelsztain disse que a ideia é expandir o horário de negociações de títulos públicos para até 24 horas por dia

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 set 2025, 16h39
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O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, durante o evento AGF Day, afirmou que a bolsa está estudando, em parceria com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a ampliação do horário de negociações de títulos públicos a partir de 2026. A mudança começaria com os papéis pós-fixados, indexados à Selic, considerados os de menor risco do Tesouro Direto.

Atualmente, esses títulos podem ser negociados apenas em horário comercial, das 10 horas às 18 horas. A proposta busca estender o prazo para até 21 ou 24 horas por dia, alinhando o Brasil a práticas de outros mercados internacionais e permitindo que investidores reajam mais rapidamente a eventos que acontecem fora do expediente. Após o Tesouro Selic, o plano é expandir a medida para outros papéis, ainda a definir.

Apesar da ampliação representar maior flexibilidade para o investidor, Finkelsztain ressaltou a importância de proteger a pessoa física de negociações em horários de menor liquidez, quando há risco de má formação de preços. “Se aquele preço não estiver justo e a pessoa não entender, vai negociar num horário que não tem liquidez ou no final de semana, isso pode prejudicar o investidor”, afirmou.

Gilson Finkelsztain e Rogério Ceron reforçaram ainda o compromisso de democratizar o acesso ao mercado por meio do Tesouro Direto e da criação de novos produtos. Segundo Finkelsztain, a tecnologia tem sido fundamental nesse processo, abrindo espaço para investimentos antes restritos a investidores qualificados. “Na B3, já lançamos mais de mil BDRs e ETFs nos últimos três anos. Há uma tendência de esses investimentos ocuparem cada vez mais espaço nas carteiras dos investidores, especialmente os ETFs”, disse.

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